Capítulo 102 - o filho secreto do bilionário
- 4 de mar.
- 5 min de leitura

Antonela ainda estava segurando o resultado do exame esticado na direção dele, quando benjamim a abraçou de repente.
Ficaram ali abraçados, como se não houvesse nenhum desentendimento entre eles. Antonela fechou os olhos, afundando o rosto no ombro dele e suspirando como se aquele fosse o melhor lugar que ela poderia estar. Esqueceu-se completamente de que estava o castigando por ele exigir um teste de paternidade.
Ela havia ficado longe dele por tantos dias propositalmente, com a intenção unicamente de castigá-lo.
Benjamim também não se lembrou do quanto a distância imposta por Antonela o havia ferido. Ele se sentia feliz por ser ele o salvador do próprio filho.
Viu como ele olhou para ela assim que se afastou, como se desejasse ficar mais naquele abraço. Havia um brilho genuíno nos olhos de Benjamim, coisa a qual Antonela jamais havia visto.
Ela não podia deixá-lo pensar que tinha razão. Imediatamente, Antonela deu um passo atrás e toda a felicidade horas antes desaparecera de seu rosto. Benjamim ficou confuso. Todos os pensamentos anteriores reviraram-se em sua cabeça. Ela se lembrou do teste de paternidade e ele, de que ela havia sumido por uma longa semana.
— E quando sairá o resultado do teste de paternidade? – ela indagou, aborrecida.
Foi nítido o quanto aquele assunto a magoava. Dessa vez, desviou o olhar, incapaz de seguir olhando em seus olhos. O que incomodou bastante Benjamim.
— Por que você sumiu por uma semana? – a pergunta dele fez ela erguer o olhar novamente.
Antonela franziu o cenho. Benjamim inclinou a cabeça esperando que ela respondesse, enquanto Antonela se questionava por que saber aquilo era tão importante para ele.
— Eu estive no hospital todos os dias – ela respondeu virando o rosto para o outro lado – está dizendo como se eu tivesse abandonado meu filho nesse hospital sozinho.
Por fim, ele entendeu o tom de voz aborrecido dela e, inclinando a mão, segurou no seu queixo, obrigando olhá-lo mais uma vez.
— Você entendeu o que eu disse – ele também estava furioso.
— Eu não entendi – ela bateu a mão na dele, o forçando a soltá-la – precisa ser mais claro nas suas intenções.
Benjamim travou imediatamente o maxilar. Por que afinal eles estavam discutindo, após saber que Adam ficaria bem?
— Você quis me castigar por pedir o teste de paternidade e evitou me encontrar durante toda a semana. E veja agora, está até distribuindo abraços.
A ironia no tom de voz de Benjamim fez Antonela fechar os punhos e se segurar para não dizer a ele tudo o que estava a incomodando. Benjamim e ela trocaram olhares silenciosos, até que Antonela finalmente disse.
— Você duvidou da minha honra quando exigiu esse teste – os olhos dela lacrimejaram - não consigo nem começar a dizer o quanto sua atitude me ofendeu e me feriu, como se já não bastasse ter me abandonado no altar.
— Como vou acreditar na honra de uma mulher que se deita com o primeiro homem que encontra em um bar? - ele disse, com as veias saltando em sua testa – você pode ter se deitado com muitos outros.
Antonela levantou o braço e o bateu no rosto. Depois disso, ela congelou, embora não houvesse arrependimento em seu ato. Ela sentia o sangue latejando em suas veias enquanto seu coração estava prestes a explodir no peito.
O observou colocar a mão no rosto, no lugar exato onde ela havia desferido o golpe, e levantar os olhos lentamente para olhá-la. As coisas não deveriam acontecer daquela forma, não diante de tal situação, mas ambos carregavam sentimentos escondidos no peito que não estavam sabendo como lidar.
De repente, uma terceira pessoa chegou, se colocando entre eles. Dominique havia assistido toda a cena de longe e, assim que Antonela bateu em Benjamim, ela correu para separá-los.
— O que vocês acham que estão fazendo? – perguntou, enquanto segurava Antonela pelos ombros e a afastava para longe. – Acabamos de saber que o Adam ficará bem e, ao invés de comemorar, vocês estão se agredindo?
Antonela virou as costas para finalmente chorar em paz. Ela vinha guardando aquela dor durante muitos dias, sozinha e em silêncio. Ela jamais se desculparia por se defender das ofensas dele e não esperava nenhum pedido de desculpa vindo de Benjamim.
Por outro lado, a compatibilidade com Adam dava a certeza para Benjamim de que ele era o pai do menino e que deveria se desculpar com Antonela, mas não foi isso que ele fez e o arrependimento quase o consumiu.
Observou-a sair caminhando pelo corredor e desaparecer. De repente, suas pernas enfraqueceram-se e Benjamim precisou se sentar.
— Vai atrás dela – Dominique olhou nos olhos dele, desesperada – agora você sabe que o Adam é seu filho, porque continua agindo como se ele não fosse?
— Estou aqui agora, não estou? – mas a resposta não satisfez Dominique – o que mais a Antonela quer de mim?
Dominique suspirou aborrecida, porque Antonela e Benjamim tinham comportamentos parecidos. Nenhum dos dois queria admitir estarem errados.
— A Antonela jamais teve dúvidas de que o Adam era o seu filho – ela começou - o susto que ela levou quando descobriu que você e o homem do bar eram a mesma pessoa, se recusando a exigir de você qualquer explicação, porque ela tinha direito de exigir.
Dominique parou por alguns segundos, com as lembranças rondando sua memória como uma gangorra, subindo e descendo.
— Por que ela mentiria para você? – indagou em seguida – se ela quisesse se aproveitar da situação, não teria feito isso com o filho dela morrendo. Ela teria revelado a você no primeiro dia em que descobrimos a gravidez. Mas ela não fez. Abandonou a família porque sabia que você não acreditaria nela. Cuidou do Adam sozinha por três anos e continuaria cuidando, se ela não precisasse de você.
Benjamim colocou as mãos na cabeça e fechou os olhos. Não se importou em demonstrar fraqueza naquele momento. Depois, sentou-se ereto por um momento, refletindo sobre o que Dominique havia dito. Toda a culpa recaía sobre ele e ele precisava se responsabilizar também por aquilo.
Ficou um instante sem saber o que dizer.
— Sabe o que precisa fazer – piscou para ele quando seus olhos se encontraram – reconheça ao menos uma vez na vida que estava errado e peça desculpas.
Não houve resposta e Benjamim precisou de um longo tempo para finalmente decidir, levantando-se e indo atrás de Antonela. A encontrou em pé, encostada na parede, chorando. Não o percebeu se aproximar, apenas ouviu sua voz dizendo.
— Desculpa – ela abriu os olhos rapidamente, o olhando.
Aquilo era mesmo real? Havia constrangimento no rosto dele e Antonela achou que não era a mesma pessoa.
— Reconheço que Adam é meu filho e estou disposto a ceder meu orgulho para o bem dele.
✨ Apoie este projeto e ajude a manter a leitura gratuita viva ✨
Se este livro tocou você de alguma forma, considere apoiar este site com uma assinatura simbólica.
Todo o conteúdo aqui é disponibilizado gratuitamente, e atualmente o site se mantém apenas com a renda do AdSense. Sua contribuição, mesmo pequena, ajuda a:
📚 Manter o site no ar
🌱 Publicar novos livros
💻 Cobrir custos de hospedagem e manutenção
❤️ Continuar oferecendo leitura gratuita para todos
Ao se tornar assinante, você não está apenas apoiando um site — está fortalecendo um projeto que acredita que o conhecimento deve ser acessível.
E o melhor, por apenas 4,99 voce colabora para que mais livros sejam postados no site.
Clique no link e assine: Plano básico por 4,99
Cancele quando quiser.
Continue lendo O Filho secreto do bilionário gratuitamente.
Boa leitura!
Continue lendo o filho secreto do bilionário.
Comentários