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Capítulo 24 - o filho secreto do bilionário

O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Antonela girou os calcanhares na intenção de fugir dali o mais rápido que pode, mas percebendo o que ela estava prestes a fazer, Benjamim a segurou pelo braço e a impediu. 



— Você disse ser uma reunião de negócios – ela cerrou os dentes, completamente irritada com ele. 


— Eu não menti – ele sussurrou e sorriu, olhando ao redor percebendo que a atitude de Antonela chamava a atenção – você deveria saber que o Henrico faz parte dos meus negócios. Minha empresa financia a dele. 


Era óbvio que financiaria. Henrico conseguia vender a própria alma para conseguir o que queria. Apenas o dinheiro era importante para ele. 


— Deveria ter me avisado que ele viria – ela sacudiu o braço, impedindo que ele continuasse segurando-a – a impressão que tenho é que você fez de proposito. 


Ela lançou um olhar reprovador na direção dele, mas Benjamim não teve tempo de responder à rebeldia dela. Um grupo de pessoas se aproximou e ela foi obrigada a permanecer ao lado dele. 


— Estávamos ansiosos pela sua chegada – Antonela conhecia bem aquele homem e quando o olhar do governador do estado recaiu sobre ela, seu rosto encarnou imediatamente – e vejo que está em ótima companhia. 


Benjamim pigarreou como se não tivesse gostado das palavras do governador. 


— Essa é a Antonela – apontou para ela – irmã da Alessia, minha noiva, e esse é o... 


— Dante Ortega – ele interrompeu benjamim deixando-o irritado – governador do estado. 


Dante segurou na mão de Antonela e a levou até seus lábios, cumprimentando-a de forma que deixou Benjamim agitado. A visão do homem segurando a mão de Antonela enquanto olhava para ela com malícia fez Benjamim agarrar a outra mão dela e a colocar em volta do seu braço. 


— Por que eu nunca fiquei sabendo que Alessia tinha uma irmã tão bonita assim? – Dante estava fascinado. 


— O senhor não sabe, mas Benjamim quase se casou com a Antonela – Dante levou o olhar até ele e benjamim sentiu-se obrigado a desviar o seu – mas ele abandonou Antonela no altar. 


O rosto de Antonela ficou vermelho com o comentário do homem que acompanhava Dante. Benjamim franziu a testa, de olhos arregalados e se virou para olhar para o homem com uma cara feia. 


— Eu não gosto de falar sobre minha vida pessoal, assistente do senhor governador – lançou um olhar frio e usou sua arrogância para tratá-lo com desprezo – e a Antonela é minha assistente. Está aqui a trabalho. 


Antonela engoliu com força ao perceber a situação em que se meteu. Estava envergonhada e por isso não conseguia dizer uma palavra sequer. Ela olhou para benjamim, que sem nenhuma cerimônia a arrastou para longe, a levando em direção a Henrico.  


Quando Henrico viu Antonela parada à sua frente, se engasgou com o líquido, ficando vermelho devido à falta de ar. Percebendo o pai em apuros, ela correu para socorrê-lo, mas foi duramente repreendida por ele. 


— Não toque em mim – seu tom era tão frio e feroz como da última vez que ela se lembrara dele falando com ela – o que você está fazendo aqui? 


Por um momento, Antonela acreditou que sabendo de toda a verdade, Henrico a perdoaria e voltaria a tratá-la como sua filha, mas ela se enganou e teve certeza naquele momento que nada mudaria entre eles dois. 


Antonela lançou um olhar tristonho em direção a Benjamim como se implorasse por ele socorro. 


— A Antonela trabalha para mim, Henrico – Benjamim soltou o ar com pungência – e a partir de hoje é com ela que você vai conversar sobre a empresa. 


— O quê? Antonela mal podia acreditar naquilo – você não me disse nada disso quando resolveu me enfiar no meio dessa confusão. 


— Você não mudou nada, não é mesmo Antonela? – Henrico não tinha paciência com a sua teatralidade – quem deveria estar ao seu lado é a Alessia, a mulher a qual você vai se casar. 


Henrico dizia aquilo apenas para magoar Antonela. E suas palavras dilaceraram o coração dela rapidamente. 


— Não há por que a Alessia está aqui – Benjamim se afastou dela – preciso conversar com algumas pessoas e Antonela ficará aqui para lhe fazer companhia. Vocês dois têm muito o que conversar. 


Antonela não concordava com nada daquilo. Abriu os lábios para protestar, mas era tarde demais. Benjamim partiu a deixando sozinho com Henrico. Como ele podia acreditar que essa ideia daria certo? 


Demorou para olhar nos olhos dele, afinal seu coração ainda se encha de medo quando o assunto era seu pai. Ela deveria sentir amor por ele, não medo.  


Se decepcionou quando ele agiu como se ela não estivesse ali. Certamente Benjamim tinha razão, era hora de esclarecer alguns assuntos. 


— Eu sempre soube que a Alessia era sua filha favorita – ouvi a voz dela, Henrico se inclinou para olhá-la com uma ruga de insatisfação na testa – e mesmo sabendo de tudo o que ela fez, o senhor continua me tratando como se eu fosse uma grande decepção. 


— Porque você ainda é uma grande decepção - saliva escapuliram dos seus lábios assim que ele disse essas palavras – ela pode ter mentido para roubar o Benjamim de você, mas foi você que fugiu como uma covarde e matou a sua mãe de desgosto. Sobre isso eu jamais irei perdoá-la. 


Seus olhos encheram-se de lágrimas e Antonela nunca imaginou que palavras pudessem machucar tanto. Mas ela se negava a sentir-se culpada pela morte de sua mãe. O que Henrico dizia era uma grande mentira, exatamente igual a todas as outras mentiras que ele contava a ela apenas para diminuí-la. 


— Você não vai me convencer de que a culpa é minha – ela balançou a cabeça e foi inevitável não deixar as lágrimas caírem – eu fugir porque eu não suportava mais viver a vida que você me obrigava a viver. Se eu fugir, a culpa foi somente sua. 


— E olha só o que você se tornou – ele riu, zombando dela – precisa se arrastar atrás do noivo da sua irmã para conseguir um mísero emprego. Se tivesse ouvido meus conselhos, estaria casada com um bom homem e estaria vivendo uma vida tranquila.  


Quanta besteira, Henrico estava dizendo. Então, era assim que ele via suas filhas como um objeto de troca que só serviam para casar e trazer algum benefício para ele? Antonela sentia-se uma boba por ainda querer se reconciliar com o seu pai. Erra como se ele jamais mudasse de compostura.  


Antonela estava prestes a dizer o quanto estava magoada com ele, mas suas palavras foram interrompidas pelo toque insistente do seu celular. Ela olhou para o identificador e atendeu rapidamente a ligação. 


— O que aconteceu, Dominique? – os olhos dela se arregalaram. 


— O Adam está com febre e eu não sei o que fazer – essas palavras acenderam nela um alerta vermelho. Girando os calcanhares, ela se afastou de Henrico, quase correndo em direção à saída. 


— Estou indo para casa – ela disse, quando sentiu uma mão a impedindo de prosseguir – dê um banho gelado nele até eu chegar. 


Os olhos de Antonela se encontraram com os de Dante assim que ela encerrou a ligação. 


— Aconteceu algo? Você parece preocupada. 


— Preciso ir para casa – ela já estava pronta para partir, sem se dar conta de que não tinha como chegar à fazenda rapidamente a pé. 


— Posso levar você. 


Antonela não tinha tempo para pensar, saiu da casa acompanhada pelo governador e, quando Benjamim percebeu o que acontecia, correu para alcançá-los, mas já era tarde demais. O carro partiu em velocidade pelas ruas da cidade.


  

Continue lendo o filho secreto do bilionário.



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