Capítulo 101 - o filho secreto do bilionário
- 4 de mar.
- 6 min de leitura

Benjamim ainda estava refletindo sobre Antonela ter aceitado fazer o teste de paternidade sem o questionar por uma única vez. Ele havia chegado ao hospital naquela noite, mas ela não estava. Ao invés disso, encontrou Dominique no seu lugar, o aguardando enquanto Adam dormia.
Ele franziu o nariz para ela, como se não tivesse gostado de encontrá-la no lugar de Antonela, porém foi cordial, dizendo que queria vê-la de volta à empresa no dia seguinte.
Dominique o encarou com seriedade.
— Não acha que está exagerando? – Perguntou Dominique com cautela.
— Sobre admiti-la na empresa? – Ele fingiu não entender a pergunta – é um pouco exagerado, sim, mas você fez tudo isso por uma boa causa.
Ela sorriu. Ao menos Benjamim parecia de bom humor.
— Não me faça ter que dizer o que penso sobre tudo isso, porque o senhor não vai gostar.
— Então, não diga – ele riu.
Benjamim estava sorrindo e era raro vê-lo tão confortável diante dos seus funcionários. Embora Dominique não tivesse na empresa, ela era sua funcionária.
— O senhor ama a Antonela – ela sussurrou após se aproximar, sabendo que a atitude era arriscada demais – e se continuar agindo assim, vai perdê-la.
O sorriso desapareceu de repente dos lábios dele, como se as palavras de Dominique atingissem seu coração e o fizessem parar de bater. Ela não disse mais nada. Sorriu provocativamente, como se já tivesse cumprido sua missão e depois partiu.
Benjamim entrou no quarto de Adam com o rosto vermelho. Quando o garoto o viu, sorriu. Benjamim leu uma história para ele e tentou distraí-lo, mas sua mente sempre voltava para as palavras de Dominique. Esses pensamentos duraram a noite inteira até que ele pegasse no sono.
Antonela foi o primeiro pensamento que ele teve quando acordou. Tinha certeza de que a veria naquela manhã, porque só sairia dali quando ela chegasse, mas não foi o que aconteceu.
Carmélia chegou no seu lugar, dizendo que ficaria com Adam naquela manhã. Seus punhos se fecharam instantaneamente ao perceber que não a veria. O rosto estava quente e latejando.
— Antonela está com problemas? – ele precisou levantar a voz para dizer isso, porque sentia as palavras morrendo em sua garganta.
Benjamim odiava o quanto soava fraco e odiava o fato de Antonela manipular seus sentimentos tão facilmente.
— Ela tem uns assuntos pessoais para resolver – respondeu Carmélia. Ela olhou ao redor e se calou em seguida.
— Diga a ela que hoje à noite não poderei ficar com o Adam, tenho uma reunião. Amanhã, bem cedo, estarei aqui.
Carmélia apenas balançou a cabeça em afirmação e sorriu para ele sem conseguir olhar em seus olhos. Depois disso, ele girou os calcanhares e foi embora.
Benjamim pensou que Antonela estava fazendo aquilo por fazer. Que era uma triste coincidência eles não se encontrarem naquele dia. Mas a cena voltou a se repetir. No dia seguinte, quando retornou ao hospital, Antonela não estava ali. Carmélia continuava cuidando do menino como se Antonela não tivesse sequer aparecido.
Um olhar furioso ardeu em direção a ela. O que afinal estava acontecendo?
— A Antonela não veio ficar com ele? – sua voz saiu aborrecida.
— Ela veio, sim, senhor – respondeu ela – mas preferiu sair cedo e pediu que eu esperasse o senhor chegar.
Ela está fugindo de mim, ele pensou, ou teve quase certeza. Esse pensamento ardeu dentro dele e o foi consumindo rapidamente até, enfim, transparecer em seu semblante. Pensou em pedir o endereço de Carmélia, porque concluiu que Antonela estaria morando com a mulher, mas desistiu em seguida. Ele não se submeteria aquilo, não se rebaixaria ao ponto de transparecer o seu desespero em vê-la.
Ele estava desesperado para vê-la, mas jamais admitiria.
Saiu do hospital, dessa vez sem informar que momento ou dia voltaria. Ele apareceria a qualquer momento e encontraria Antonela. Para quê? Nem mesmo ele sabia.
O dia já se esvaziava, foi para a casa, mas não conseguiu descansar. Ficou sentado na beira da cama, olhando para o céu entre as cortinas do quarto, por dois, dez minutos, completamente imóvel. Chegou a pegar o celular e visualizar o número de Antonela, mas não ligou. Depois verificou suas redes sociais, mas não havia nenhuma nova atualização, já havia semanas e ela estava offline há mais de dois dias.
Uma dor vigorosa explodiu em seu peito quase que imediatamente. Ele estava odiando a ideia de não ter nenhuma notícia. Então, esse era o castigo que Antonela lhe daria por ele pedir o exame de paternidade?
Ele não queria cair em seu jogo emocional, mas agora parecia tarde demais para escapar das suas armadilhas.
Benjamim ficou mais de uma semana sem conseguir encontrar Antonela. Ele só tinha notícias dela por Dominique ou Carmélia. Todas as vezes que chegava ao hospital, ela não estava, apenas seu rastro indicava que ela esteve ali em algum momento.
Tudo bem, então, ele pensou, havia entendido o recado de que ela preferia se manter longe dele e das confusões que ele poderia causar. Sendo assim, ele decidiu fazer o mesmo. Evitaria a todo custo não a ver, ou falar com ela caso a encontrasse. Respeitaria seu direito de manter distância, custasse o que fosse.
Se preparava para ir ao hospital naquela manhã, quando, saindo de casa, encontrou Carlota. Ela parecia bem feliz. Benjamim já tinha conhecimento de que sua mãe havia ido ao hospital conhecer Adam e que fazia visitas constantes ao garoto, mas ele não se interessou em perguntar a ela como se sentia ou como as coisas estavam acontecendo.
— Está indo para o hospital? - ela se aproximou despretensiosamente, agindo como se aquele encontro tivesse sido casual.
— Vou todos os dias – ele disse friamente, sem olhar nos olhos dela.
— Visitei o Adam ontem – ela disse, embora tivesse a impressão de que Benjamim não tinha nenhum interesse em saber – e encontrei a Antonela. Aquela garota é incrível, devo reconhecer, embora não concorde com as atitudes dela em relação ao Adam…
— Foi ela quem mandou a senhora vir falar isso? – a interrompeu bruscamente – não quero saber nada sobre a Antonela.
— Ela pediu para que eu avisasse que o resultado da compatibilidade entre você e o Adam sai hoje – ela continuou, embora muito magoada com a rispidez de Benjamim – ainda que você duvide que o menino é seu filho.
Os olhos de Benjamim se arregalaram. Ele pensou um pouco nisso e se haveria alguma possibilidade de Carlota estar mentindo apenas para confrontá-lo, mas havia serenidade em seu olhar. Suas palavras eram sinceras.
Suspirando, ajeitou a gola da camiseta branca e soube que precisava ir ao hospital naquele momento para ver Adam e saber do resultado. Nos últimos dias, Benjamim havia deixado de lado suas responsabilidades na empresa, para cuidar exclusivamente do menino que ele duvidava ser seu filho. Mas naquele momento ele tinha esperança de que o resultado desse positivo.
Era totalmente incoerente, e ele foi embora, deixando Carlota para trás, enquanto ainda pensava sobre isso. Chegou ao hospital fazendo o percurso mais rápido do que costumava fazer nos outros dias.
Teve uma bela surpresa quando chegou no corredor que dava acesso ao quarto de Adam. Antonela estava ali, depois de tantos dias sem a ver ou ouvir sua voz, finalmente eles se reencontraram e a sensação que surgiu em seu peito foi algo totalmente novo para ele.
Ele olhou para ela, como se Antonela fosse a única mulher de toda a terra. Não imaginou que ficaria tão feliz por vê-la mais uma vez.
Uma incerteza breve surgiu nos olhos dela, mas logo desapareceu quando Antonela desviou o olhar, mas ele chamou sua atenção de novo quando, se aproximando, perguntou com urgência.
— A Carlota me falou sobre o resultado – havia expectativa em seu olhar.
Quando Antonela o olhou novamente, estranhou a ansiedade que exalava dele. Ela mordeu os lábios e, por um momento, seu rosto ficou inexpressivo. Em seguida, ela ergueu um papel em direção a ele e um sorriso surgiu em seu rosto, demonstrando o momento de glória.
— Deu positivo – o sorriso se alargou – você é compatível com o Adam e vai salvar a vida dele.
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