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Capítulo 106 - o filho secreto do bilionário

  • há 4 horas
  • 6 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

— O que você pensar estar fazendo? - Alessia batia no vidro do carro e tentava a todo custo abrir a porta com o carro em movimento – deseja ficar preso mais uma vez, acusado de sequestro?


— Estou cumprindo ordens do senhor Benjamim – Fred olhava para ela pelo retrovisor, de modo a não esconder sua satisfação em vê-la em tal situação. 


— O que faz você pensar que acreditarei em suas palavras? 


— Não parece óbvio? – ele fez uma pausa e continuou em seguida – estou dirigindo o carro dele. Quando perceberá que o Benjamim já não mais a suporta? 


Alessia deu de ombros. Concluiu que ele dizia aquilo apenas para afrontá-la, feri-la como um plano maldito de vingança. Se recusava a acreditar que Benjamim tinha algo com aquela situação.  


— Pare de fingir que me conhece – ela gritou com ele, mas Fred não se abateu – você não tem ideia do que sou capaz de fazer. 


Uma gargalhada tímida escapuliu dos lábios dele, demonstrando o desprezo por suas palavras. Era nítido o quanto Fred se divertia. Mas ele nunca foi um homem mal, que sentia prazer no sofrimento de alguém, mas Alessia despertava nele alguns sentimentos estranhos, de modo que ele se transformava estando perto dela. 


Olhava para o semblante de Alessia e lembrava-se automaticamente de sua mãe. A culparia eternamente pela morte dela. O ódio aumentava. Alessia sabia o quanto ele estava ressentido e temia pela própria vida. Olhava para a janela do carro, questionando para onde ele a levaria, e se acalmou quando percebeu conhecer o caminho. 


O carro freou bruscamente em frente a velha fábrica. Fred saiu do carro, arrancando Alessia de dentro do veículo sem nenhuma cerimônia. Vendo a fúria estampada em seu rosto, ela pensou em correr para proteger a vida, mas manteve-se no lugar pronta para dar um recado claro a ele. 


 — Você não irá me impedir de voltar aquele hospital e ver o Benjamim – apontou o dedo no rosto dele. 


Fred franziu a testa ao ouvir as palavras dela e esperou com interesse para ver como ela iria terminar, mas Alessia não dizia mais nada. Olhou para o relógio, Benjamim estava sendo operado naquele momento. Isso era um bom sinal, as coisas aconteceriam exatamente como ele planejou, mas sua missão não havia terminado. Não bastaria apenas manter Alessia longe, Fred queria destroçar seu coração. 


— Se eu fosse você, não teria tanta certeza disso – Fred então se lembrou de algo que havia acontecido naquele dia - o Benjamim me confessou algo essa manhã, que tenho certeza de que você vai gostar de saber. 


Havia malícia no tom de voz de Fred. Ela não precisava perder tempo ouvindo as mentiras dele, mas a curiosidade contorceu dentro dela e os ouvidos de Alessia tornaram-se atentos ao que ele diria em seguida. 


— O Benjamim está apaixonado pela Antonela. 


Uma dor no estômago atingiu Alessia e ela parou, tremendo, enquanto as lágrimas já estavam prontas para descer pelas suas bochechas. Precisou se conter para não chorar na frente dele, mas foi difícil ouvir aquilo e não sentir uma explosão de sentimentos atingir o seu coração. 


— Você está mentindo – a voz saiu tremula, provando que ele conseguira seu objetivo. 


Fred se viu lutando contra a vontade de rir, não somente isso, mas a vontade de comemorar com gritos por assistir finalmente Alessia sofrendo. Se contendo, ele deu um passo à frente, ficando a poucos centímetros dela e a encarou com intensidade. 


— Eu não preciso provar que o que estou dizendo é verdade – ele colocou as mãos no bolso, percebendo que os olhos dela encheram-se de lágrimas – você verá em breve os dois juntos e dessa vez não conseguirá separá-los.



Alessia fechou os punhos quando sentiu o sangue esquentar em suas veias. Seu rosto tornando-se vermelho a cada palavra anunciada por ele. Sentiu vontade de esbofeteá-lo até não poder mais. 


— Aceite que você perdeu – cuspiu as palavras em seu rosto – agora você é uma mulher sozinha, inútil e sozinha. Ninguém ficará do seu lado. 


Aquilo foi o suficiente. Alessia não suportaria ficar nem mais um minuto na presença de Fred ouvindo seus desaforos. Imediatamente girou os calcanhares e vendo-se livre correu para a fábrica, abandonando um homem satisfeito com o que acabara de fazer. 


Ela passou pelos funcionários, enquanto os ouvia rir e se divertir do seu sofrimento. Subiu as escadas ligeiramente quase tropeçando e quando finalmente chegou ao velho quarto se trancou, caindo de joelho em seguida. Foi como se Fred tivesse arrancado dela toda a energia. Sua vida se esvaziava a cada lagrima que ela derramava. E o pior de tudo, não havia ninguém que a pudesse consolar. 


Ouviu Fabrício bater à porta por várias vezes, exigindo que ela voltasse ao trabalho. Alessia não pegaria a sua dor, escondendo-a debaixo da cama e fingindo que nada acontecera apenas para cumprir ordens de Henrico. Enquanto seu peito sangrava por dentro, em uma dor a qual Alessia jamais havia sentido em toda a sua vida, esperou pacientemente que Henrico aparecesse.  


Nada aconteceu por horas.  


O céu finalmente se tornou escuro e as máquinas pararam de funcionar. Ela avistou pela velha janela da fábrica os funcionários irem embora e o lugar tornar-se silencioso. Fechou os olhos, mas as lágrimas atravessaram seus cílios. Quando finalmente achou que encontraria paz, a porta do seu quarto foi aberta. 


Ela deu um salto ao olhar nos olhos de Henrico. Abaixou a cabeça e enxugou as lágrimas rapidamente.  


— O Fabrício me disse que você não trabalhou hoje – ele observou o rosto dela ficar mais vermelho - está doente? 


Ela levantou o olhar e percebeu sentir falta dos cuidados do pai. Henrico era rigoroso e duro com as palavras, mas para ela sempre havia sido um bom pai. 


— Eu não estou doente – disse e o tom de voz se modificou de repente – por favor, pai, me tire desse inferno. Quero voltar para a nossa casa. Quero poder andar livremente pelas ruas. 


— Não fale como se eu a mantivesse prisioneira – ele também elevou o tom de voz – e você não voltará para casa, nunca mais.  


Outra lagrima escorreu pelo rosto dela e as palavras de Fred voltaram a rondar seus pensamentos. “Ninguém vai ficar do seu lado.” 


— Pegue seus materiais de trabalho e vá até o meu escritório – ele deu as costas para ela – quero o local limpo para que eu possa trabalhar amanhã. 


— Está sendo cruel – ela gritou, mas não podia lutar contra ele – o Benjamim não pode estar apaixonado pela Antonela. 


Sussurrou, mas não o suficiente para que Henrico as ouvisse. 


— De onde tirou essa ideia? 


— Acha que ele não está apaixonado por ela? 


Henrico a olhou nos olhos e percebeu o quanto Alessia continuava perdida por Benjamim. Vê-la sofrer o afetou, mas ele não demonstrou se importar. 


— Deve esquecer o Benjamim – ele a alertou – agora ele tem um filho com a Antonela e é natural que fiquem juntos dessa vez. Aliás, a cirurgia foi um sucesso e Adam sairá do hospital muito em breve.


Henrico estava feliz em dar aquela notícia, mas Alessia não. As palavras dele rasgaram ainda mais seu coração, aumentando a dor em seu peito.


Alessia soltou um gemido enquanto fechava os olhos com força. Ela se recusaria até a morte aceitar aquilo e não deixaria que Benjamim chegasse a esse ponto. 


— Ocupe seus pensamentos com o trabalho – Henrico girou para olhá-la pela última vez – e pare de sofrer por um homem que não a ama.  


Ele saiu do quarto e tudo o que ouviu foi o choro abafado dela atravessando as paredes da velha fábrica.

 

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