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Capítulo 121 - o filho secreto do bilionário

  • há 10 horas
  • 6 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Caminhar nas ruas exigia esforço e paciência. Antonela evitava a todo custo essa tarefa. Desde o dia em que revelara a Benjamim que Adam era seu filho, já não tinha um dia de paz. O pior eram as narrativas criadas sobre ela e acusações de que era uma péssima mãe, que estava apenas tentando assassinar o próprio filho. 


Deixou a fábrica e entrou em um táxi. O taxista a reconheceu e percorreu o caminho olhando de esgueira para ela, como se Antonela fosse uma criminosa. Uma sensação de impotência tomou conta dela, assim que desceu do carro e se esgueirou para o outro lado, entrando em outro setor do hospital para não ser vista pelos jornalistas. 


Ela odiava ter que ficar se escondendo como se fosse uma criminosa. Claramente, ela estava muito assustada e com razão. Arriscava perder Adam, que seria entregue a uma mulher completamente desconhecida por ele. O seu coração se partia quando ela imaginava o que Adam sofreria vivendo aquela situação. 


O que ela temia mais do que qualquer coisa era viver longe do filho e ver Carlota destruir gradualmente o vínculo que havia entre eles. Para onde quer que ela virasse, havia um problema a esperando. Um problema pior do que o outro. 


Girou para entrar no corredor que dava acesso ao quarto de Adam, quando avistou Benjamim carregando o menino no colo. Ela se assustou e, apressando o passo, quase corria na direção deles. 


— O que está acontecendo aqui? - Perguntou Antonela, assustada. 


Benjamim virou-se assim que ouviu a voz dela e os dois sorriram, fazendo Antonela se afundar na confusão. 


— Estamos de alta – ele respondeu, olhando para Adam, sentindo-se o homem mais feliz do mundo – veja, não há mais agulhas no braço dele e o rosto está até mais rosado. 


De repente, o rosto de Antonela se iluminou. Era uma sensação de felicidade com gratidão por ver Adam bem. Ele voltaria para casa e não poderia haver notícia melhor do que aquela. Benjamim estava certo, ele estava até mais corado.  


— O papai vai morar conosco? – a pergunta do menino fez os sorrisos desaparecerem dos lábios de ambos. 


Benjamim encarou Antonela, agora com o rosto vermelho, e depois desviou o olhar para Adam, procurando as palavras certas para explicar aquilo para ele. 


— Eu não posso morar com vocês – ele respondeu – mas irei todos os dias visitá-los, eu prometo. 


O rosto de Adam encheu-se de tristeza e seus olhos inundaram. 


— Por quê? – ele insistiu em saber. 


Benjamim abaixou a cabeça e a coçou. Antonela abriu os lábios, mas não conseguiu dizer nada. Por que parecia tão difícil explicar aquilo para ele? 


— Tenho a minha casa, não faria nenhum sentido eu morar com a tia Carmélia. 


— Então eu e a mamãe poderemos morar com você. 


Ele abriu um sorriso e a situação parecia piorar cada vez que o menino abria os lábios. Adam estava fascinado com a ideia e seria difícil ter que decepcioná-lo. 


— A tia Carmélia não vai gostar nada de ouvi-lo dizer isso – finalmente Antonela conseguiu dizer algo - não podemos morar com o seu pai, entendeu? 


Ele não entenderia, porque na cabeça dele nada parecia claro. Quando Carmélia se aproximou, tomou Adam nos braços. Ela amava o menino como se fosse seu neto. De todos os presentes, ela parecia a mais feliz em levá-lo de volta para casa.  


Se preparavam para partir, quando a felicidade foi interrompida por uma sombra que corria pelo corredor em direção a eles. Os olhos de Antonela perderam completamente o brilho quando ela avistou Carlota. Um pensamento anterior passou pela sua mente: ela estava ali para levar Adam com ela. 


Quando Benjamim avistou a mãe se aproximando, colocou o corpo na frente de Antonela e Adam como se fosse protegê-lo dela. Carlota tentou passar por ele e tocar Adam, mas ele não permitiu. 


— Você não vai chegar perto do meu filho – Benjamim declarou em um sussurro – por favor, Carmélia leve o Adam para o carro. O Fred está esperando por vocês. 


Em um gesto rápido, Carmélia girou os calcanhares e partiu com Adam nos braços, enquanto Carlota se esticava para avistar o menino e tentar impedir que ele partisse. 


— Você não tem o direito de manter o meu neto longe de mim – esbravejou, dando um soco no peito de Benjamim.

Mas ele não se moveu e não retirou o olhar gélido de cima dela. Ele permanecia vigilante a cada passo que Carlota poderia dar, pronto para impedi-la de cometer suas loucuras.  


— Eu posso, como vou – deu um passo à frente, com as mãos no bolso da calça - a senhora teria todo o direito de conviver com ele, mas perdeu esse direito quando entrou na justiça para tirá-lo de Antonela. 


— Não seja tão moralista, Benjamim – ela instalou os lábios e revirou os olhos. Depois, lançou um olhar cheio de desprezo para Antonela – você não lê as notícias? Não sabe as atrocidades que a Antonela tem cometido contra o meu neto? 


— Eu não acredito em nenhuma delas – Benjamim se antecipou logo que percebeu Antonela dar um passo à frente pronta para rebater Carlota – quero saber quem está ajudando-a a inventar tantas mentiras, porque você não faria isso sozinha. 


— Alessia está ajudando-a – Antonela confessou – o Henrico me contou tudo. Ela pagou uma quantia para Alessia, que fugiu da fábrica.  


Parou e olhou para Carlota pela terceira vez, surpreendido com a capacidade dela em ser cruel. De Alessia, ele não esperava mais nada, mas da sua mãe? Como ele não havia percebido que convivera com um mostro durante todos aqueles anos?  


Não houve, é claro, qualquer intenção de arrependimento em Carlota. Ao contrário, ela deu de ombros e debochou por eles descobrirem a verdade tão rápido. Se tornou conhecido, com rapidez extrema, que o inimigo não era somente Carlota, mas qualquer um que o dinheiro dela pudesse comprar.  


— Confesso que fiquei furiosa quando a Alessia mentiu sobre a gravidez. Eu quis matar aquela garota – a expressão no rosto de Carlota se transformou em gelo – mas aquela menina tem algo que eu precisava para alimentar o meu plano, o ódio contra a própria irmã.  


— Você é uma pessoa horrível – disse Antonela – mas não vai conseguir tirar o meu filho de mim. 


— Isso é o que veremos, Antonela – olhou para ela com desdém, de cima a baixo, ajeitou a bolsa sobre o ombro e continuou – e não ouse fugir da cidade com ele como fez da primeira vez. Vou até o inferno atrás de você. 


— Você sabe que nenhum juiz do mundo pode tirar a guarda da Antonela e dar a você – Benjamim disse, de alguma forma tentando defender Antonela – caso isso aconteça, é a mim que eles darão a guarda. 


— Não, se eu provar que você também é incapaz de cuidar dele – Carlota recuperou parte do seu autocontrole e disse isso com confiança – eu vou provar que nem você, nem ela podem ficar com o Adam.  


E saiu, voltando pelo mesmo lugar de onde veio, deixando Benjamim e Antonela com o coração se agitando dolorosamente. Benjamim sentiu-se fraco por não rebater as palavras da mãe e provar que ela estava enganada. Quando finalmente se virou, viu Antonela enxugando as lágrimas. 


Ele se aproximou e a envolveu em seus braços. Ela podia ouvir o coração dele bater violentamente contra o peito. Mas ele tentou a todo custo permanecer forte diante dela. 


— Acha que ela pode fazer isso? – perguntou com a voz embargada. 


Benjamim olhou nos olhos dela e disse com certeza. 


— Eu não vou deixar que ela faça isso – voltou a abraçá-la, dessa vez um pouco mais forte – ela não vai tirar o Adam da gente. Isso é uma promessa.

 

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