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Capítulo 111 - o filho secreto do bilionário

  • 26 de mar.
  • 6 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

As chances dele brigar com Antonela naquele dia seriam de cinquenta por cento, Benjamim pensou, as outras cinquenta se garantiriam caso ele se mantivesse afastado até as coisas se acalmarem.



Foi de volta para o quarto, com Fred o acompanhando bem de perto. Estava agitado como se quisesse dizer algo. Depois do que Benjamim havia feito, enfrentando o governador, qualquer um iria querer perguntar a ele por que de tanta ousadia. 


Benjamim seguiu direto para a cama, sentia-se fraco, como se fosse desmaiar a qualquer momento. Não viu quando Antonela entrou no quarto, furiosa caminhando na direção dele pronta para exigir uma explicação. 


Os cinquenta por cento de chances havia acabados ali mesmo. 


— Onde está o Dante? – Benjamim escutou a voz dela, mas não conseguiu olhar em seus olhos - o que você disse a ele? 


— Está bastante interessada no governador – ele disse deixando a mal-humorada de repente – eu não faço ideia para onde ele foi. 


— Você deveria parar com essas insinuações – Antonela continuou gesticulando – e parar de se meter na minha vida. Se estou saindo ou não com Dante, isso é problema meu. 


Essas palavras o paralisaram. Ele tinha a intenção de se deitar e esperar que o mal-estar que estava sentindo passasse, mas ele ficou em pé diante de Antonela, sentindo o sangue esquentar nas veias, enquanto Antonela continuava o desafiando. 


— Agora que sei que o Adam é o meu filho, não permitirei que você se envolva com qualquer homem. É pela segurança dele. 


Uma grande mentira, que certamente Antonela acreditou, mas preferiu desdenhar com um sorriso irônico no rosto. Ela desprezava as palavras de Benjamim e suas intenções.  


— Você não é ninguém para impedir isso – o sorriso desapareceu quando olhando para ele furiosa, deixou um recado claro. 


Em seguida, ainda com a adrenalina pulsando por cada parte do seu corpo, Antonela girou as costas para partir. Benjamim a segurou, porque não estava disposto a deixar que as coisas acabassem daquele jeito, mas ele não teve forças para continuar. Seu corpo enfraqueceu e ele desmoronou lentamente, sendo amparado por Fred e Antonela. 


Deitaram-no na cama, percebendo que ele estava pálido enquanto gotículas de suor se formavam em seu rosto. Fred correu pelo corredor procurando ajuda. Benjamim havia abusado da sorte, de modo que seu corpo quase não aguentou. 


Toda a raiva presa no peito de Antonela foi liberta, dando espaço para as preocupações e o desespero. Enquanto os médicos o examinavam, com Benjamim quase desacordado, Antonela sentia as lágrimas fluindo lentamente pelos seus olhos. Ela sentiu medo de perdê-lo.  


— Ele deveria estar descansando – o médico disse soltando um longo suspiro – mas não foi nada grave, apenas uma queda de pressão.  


Ela riu. Isso era um bom sinal. Ela esperou que o médico dissesse mais alguma coisa, mas ele não disse. Os pensamentos de Antonela se voltaram para Benjamim, deitado, agora dormindo na cama do hospital, e se perguntou até onde a teimosia dele o levaria. 


Depois que o médico saiu, ela permaneceu mais um pouco ao lado dele o observando. Quais eram as verdadeiras intenções de Benjamim ao querer impedi-la de ver Dante? Por que ele agia como louco se já havia deixado bem claro que não tinha nenhum interesse nela? 


Pelo menos Antonela tinha essa impressão. Quando percebeu estar afundando naquele caos de questionamento se preparou para sair, e encontrou Fred parado na porta. 


— Ele não vai acordar tão cedo hoje – ela disse, olhando para Benjamim pela última vez – você já pode ir para casa Fred, quando ele estiver melhor eu aviso. 


— Eu não posso sair daqui, senhora – Fred olhou para Benjamim e depois olhou para ela – eu agora trabalho para o senhor Benjamim e ele me pediu para ficar aqui, como o seu segurança. 


Antonela franziu o cenho, confusa. Do que ou de quem Benjamim estava tentando se proteger? Percebendo a confusão no belo rosto de Antonela e imaginando que seria aquilo que Benjamim desejaria, ele revelou o segredo. 


— Ele quer evitar que a Alessia o encontre – disse em um sussurro baixo – foi ela que o coagiu a duvidar da paternidade e o senhor Benjamim quer evitar que Alessia o envolva em seus jogos novamente.



Essa notícia foi um choque. A reação de Antonela foi um choque ainda maior. Quando Alessia desistiria de tentar atrapalhar sua vida? Ficou pensando nisso por longos segundos e não gostou de admitir que a paranoia de Alessia em persegui-la estava começando a afetá-la. 


Ela engoliu toda a frustração e a dor que latejava em seu peito. Sorriu para ele e depois lhe disse. 


— Se ele acordar, não deixe que ele saia. Vá até o quarto de Adam e me comunique. 


Fred balançou a cabeça afirmando que entendera o que ela havia dito e que faria tudo o que pedira. Antonela se virou, com as bochechas ainda vermelhas e se preparou para partir, quando Fred lhe disse pela última vez. 


— Ele gosta de você – disse, olhando de volta para Benjamim, que dormia – se não fosse assim, não teria pedido para que o governador se mantivesse longe. 


As têmporas dela latejaram mais do que nunca. Era informação demais para Antonela assimilar. Era um golpe atrás do outro de modo que ela ia perdendo as forças lentamente e se não saísse dali iria ser a próxima a desmaiar.  


Dessa vez, forçou um sorriso ainda mais largo para ele e se retirou apressadamente, sem dar a Fred qualquer chance de prosseguir com aquela conversa.  


Fred a observou se afastar, ficando com a sensação de que não havia agido corretamente contando aquelas coisas a Antonela e desejou que Benjamim não demitisse por isso.  


O dia se arrastou e ele precisou deixar seu posto por algumas poucas vezes. Quando voltava de uma delas, viu Benjamim despertar. Já era tarde, o sol estava alto no céu e ele parecia mais cansado e confuso dessa vez.  


O ajudou a tomar um banho e o deitou de volta na cama, dizendo precisar sair para avisar Antonela de que ele estava bem. Mal havia passado pela porta quando encontrou Carlota. A mulher tentou passar por ele, quando Fred, colocando o corpo à sua frente, a impediu de prosseguir. 


— Saia da minha frente, eu preciso ver o meu filho. 


— Sinto muito, senhora – Fred disse com o queixo erguido, embora tremulasse por dentro – o senhor Benjamim deu ordens claras para não permitir a sua entrada. 


Carlota franziu a testa e seu rosto ganhou contrastes de fúria e irritação.  


— Você é o rapaz que falsificou o exame de gravidez e que enganou o meu filho – avaliou Carlota, o olhando com desprezo dos pés à cabeça – o Benjamim só pode estar louco em dar um emprego a você. Você deveria estar preso, pagando pelos crimes que cometeu. 


As palavras de Carlota atingiram Fred imediatamente. Carlota pisou no pé de Fred com seus saltos agulhas quando encontrou a primeira oportunidade e o empurrou para longe. Embora ele fosse mais alto e mais forte do que ela, suas palavras o enfraqueceram, deixando o resto mais fácil de executar. 


Ela abriu a porta rapidamente antes que Fred pudesse impedi-la e correu na direção de Benjamim. Ele estava deitado lendo um livro e ficou surpreso ao vê-la ao seu lado. Olhou para fora e viu Fred se lamentando profundamente por não a ter impedido e cumprindo assim as ordens de Benjamim. 


— Como você ousa dizer ao governador do estado que nós não precisamos dos seus investimentos? – Carlota estava furiosa – o que deu em você, Benjamim, está maluco? 


— E não precisamos – ele largou o livro de lado e olhou bem nos olhos dela – o Dante nos virou as costas quando mais precisávamos. Sobreviveremos sem ele. 


— Não vamos – ela jogou uma pasta de documentos em cima dele – se você não o aceitar de volta, vamos declarar falência. Ou você aceita a ajuda do Dante, ou caminharemos para perder tudo.


 

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