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Capítulo 118 - o filho secreto do bilionário

  • há 7 horas
  • 6 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Antonela permaneceu nessa posição, quase fetal, até que Dominique lhe servisse uma xícara de café cheia. Seu coração palpitava desesperadamente a cada gole que ela tomava. Pequenos picos de ansiedade invadiam seu coração e ela achou que não suportaria.  


Dominique começou a contar como Adam estava e o quanto ele havia melhorado nos últimos dias.


 — O médico pensa em até antecipar a alta dele – as palavras dela fizeram Antonela ficar ainda mais preocupada – e ele não para de falar no Benjamim. Está superanimado com a ideia de que trabalho para o pai dele. 


— Não sei se isso é bom – ela largou a xícara ainda no chão e se levantou de repente – preciso tentar resolver as coisas, antes que ele saia daquele hospital. 


Começou a caminhar de volta para o quarto, revirando o guarda-roupa em busca de uma roupa. Dominique a segurou pelo braço, obrigando-a a parar. O modo como Antonela vinha agindo estava a assustando. 


— O que você quer fazer? – arregalou os olhos aflita – você não precisa fazer isso sozinha. Vamos ajudá-la, Antonela. 


— Ninguém pode me ajudar. 


Ela se silenciou e começou a trocar de roupa como se tivesse muita presa. Dominique ficou observando a cena, pensando em uma maneira segura de fazer Antonela parar e entender que todos estavam se esforçando para deixar Adam bem e em segurança. Talvez fosse o instinto de mãe, pensou Dominique, toda mulher que tem filho diz ter esse dom, mas, no fundo, Dominique temia que Antonela cometesse uma grande loucura. 


Não sabia o que fazer para impedi-la ou tentar convencê-la. Viu-a atravessar o corredor indo em direção à porta, enquanto a seguia, gaguejando algumas palavras sem conseguir formular uma frase completa, quando batidas na porta a fizeram parar. 


Ela soltou um suspiro dramático, mas não se moveu. Quando a batida se intensificou, Dominique tomou a frente e foi certificar quem era. 


Dominique fez uma careta quando se viu de frente com Benjamim. Ele havia descoberto onde ela morava e estava acompanhada de dois outros homens que ela não fazia ideia de quem poderia ser. 


— O senhor não deveria estar de repouso em casa? 


— Por favor, Dominique – o tom de voz de Benjamim tornou-se alto – não é hora para isso. 


Por um instante, ela pareceu não o ouvir. Abaixou a cabeça e sentiu que aquela visita era um péssimo sinal. Então, os olhos de Benjamim recaíram sobre Antonela, que continuava parada imóvel, há alguns metros de distância dele, como se não acreditasse que Benjamim estava ali. 


— Finalmente, descobri onde você se esconde, Antonela – fez-se uma longa pausa, Antonela completamente paralisada, Benjamim esperando algo a mais - não vai me convidar para entrar, Dominique? 


O rosto de Dominique tornou-se vermelho de repente e ela segurou finalmente o braço de Benjamim e o puxou para dentro. Ele franziu o cenho para ela, porque não esperou que ela o convidasse dessa forma, mas o nervosismo fazia Dominique agir impulsivamente e agir de forma que pessoas normais não eram acostumadas a agir. 


Antonela estava começando a suar a cada passo que Benjamim dava em direção a ela. Ela parecia pasma, sem acreditar que agora ele estava ali. 


Desviou o olhar, porque o modo como Benjamim a olhava estava a deixando constrangida e avistou Fred logo atrás. Do lado dele estava um homem grande e careca, que usava armações enormes no rosto. Pelo modo como se vestia, presumiu ser o tal advogado de que Fred falara na noite anterior. 


Antonela havia esquecido completamente que ele viria e, se os homens demorassem só mais um pouco, não a encontraria mais em casa. 


— Precisamos conversar – a voz de Benjamim rompeu o silêncio e o olhar de Antonela encontrou o seu novamente.

Ela permaneceu em silêncio esperando que ele dissesse o que havia ido fazer ali, mas ele direcionou sua atenção a Dominique e disse a ela antes de tudo. 


— Você será transferida de setor – os olhos de Dominique se arregalaram – estou abandonando a empresa do meu pai. O Fred vai te levar para o lugar onde você trabalhará agora. Já pode ir. 


Benjamim estava dispensando-a da sua própria casa? Era isso mesmo que ela havia entendido? Que homem mais corajoso, e ainda a considerava incapaz de se locomover sozinha, já que havia destinado um homem para acompanhá-la. Dominique tinha todas as defesas possíveis na ponta da língua, mas não disse nada. O olhar gélido e urgente que Benjamim a impôs fez ela obedecê-lo rapidamente.  


Agora estavam somente ele, Antonela e o advogado. Sentindo leves pontadas de pânico, Antonela caminhou para longe de Benjamim e foi para a cozinha. Pegou a garrafa de café e encheu outra xícara, sabendo que não havia tomado nem a primeira e finalmente disse. 


— Querem café? – ofereceu, mas apenas o advogado se animou com o convite, sentando-se em seguida e esperando que ela o servisse. 


Quando Benjamim finalmente se aproximou, disse: 


— Antonela… - murmurou, chamando a atenção dela – o advogado está aqui para explicar a situação. 


Ela piscou, tomou mais um gole e, limpando a garganta, foi direto ao assunto. 


— Só me responda uma coisa, Benjamim – ela olhou nos olhos dele – quais são as chances de a Carlota tirar o Adam de mim? 


— Nenhuma – respondeu o advogado, se antecipando – o juiz pode ceder a guarda do garoto para o Benjamim por ser o pai e o parente mais próximo do garoto, mas para Carlota somente se vocês dois forem incapazes de cuidar dele, o que é improvável. 


— Para o Benjamim? – Aquela não foi exatamente a resposta que Antonela pretendia ouvir – mas porque o juiz iria tirar a guarda do meu filho? Vocês deveriam me dizer que não existe nenhuma chance de isso acontecer. 


Antonela ficou irritada de uma forma que Benjamim jamais havia visto. Ela largou a xícara de lado e fechou os olhos, e depois virou as costas para ele. Outro silêncio, dessa vez mais longo e perturbador.   


Levou alguns minutos para entender o que ele estava dizendo e, quando se virou, encontrou Benjamim com os olhos grudados nos seus. 


— O juiz vai acreditar em todas as mentiras que a Carlota anda contando de mim por aí – sua voz não estava agressiva ou ríspida, estava desesperada – e por isso ele vai tirar o Adam de mim e dar ao pai dele. 


— Não é isso que quero que aconteça – a voz de Benjamim finalmente ecoou no mesmo tom desesperado que o dela – eu não estou aqui para tomar nada de você, embora desejo conviver o máximo de tempo com o Adam, sei que poderemos fazer isso de outra forma.  


— E como posso evitar que isso aconteça? 


Benjamim olhou diretamente para ela e travou o maxilar como se tivesse a resposta na ponta da língua. 


— O advogado vai explicar tudo a você – ele respondeu – e, se ainda assim o juiz der a guarda do Adam a mim, vamos para o plano B. 


— E qual é o plano B? 


Eles se entreolharam e Benjamim levantou a sobrancelha. Antonela temeu qual seria o plano B, mas Benjamim não revelou a ela qual seria. De repente, ela se viu envolvida em uma conversa profunda sobre Adam, sobre ela, sobre a vida que ela tentou a todo custo manter em segredo. A conversa se prolongou por vinte minutos e as últimas palavras do advogado foram: 


— Arrume um bom emprego, para convencer o juiz que você consegue cuidar do seu filho – fez outra pausa – Benjamim me disse que você estava trabalhando para o seu pai. Peça a ele o emprego de volta. 


Antonela considerou aquilo uma grande humilhação. Agora ela teria que depender da ajuda de Henrico. Pensava sobre isso, quando eles se levantaram para partir. 


— Vamos, vou levá-la até o hospital – ele estendeu a mão para ela – preciso ver o meu filho.  


Antonela nunca sabia o quanto ele estava sendo sincero, mas pegou em suas mãos que estavam geladas. Pela segunda vez, Benjamim agiu como se nunca tivesse existido um beijo entre eles. Antonela não deveria se incomodar com isso, afinal tinha problemas maiores para se preocupar, mas aquele fato a perturbou o caminho inteiro até o hospital.  


Quais eram as verdadeiras intenções de Benjamim? 


Afinal, que plano B seria esse?

 

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