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Capítulo 124 - o filho secreto do bilionário

  • há 1 dia
  • 6 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Antonela não gostou do tom que ele havia usado para falar com ela. Demorou para se mover, o que deixou Benjamim ainda mais impaciente. Quando finalmente fez o que ele pediu, achou que Benjamim ligaria o carro e a levaria para outro lugar, mas o carro permaneceu parado.  



Nesse momento, o comportamento de Antonela mudou de repente. Ela ficou em silêncio, olhando para ele, tentando imaginar o que se passava na cabeça de Benjamim para desaparecer por uma semana e voltar, achando que poderia exigir qualquer coisa dela. 


— Diga logo o que você quer – ela colocou os braços entrelaçados em frente ao corpo e olhou para frente com a expressão dura no rosto – tenho que ir trabalhar. 


— Dominique me disse que você vai sair para jantar com o Dante. 


Antonela girou o pescoço e olhou para ele, boquiaberta. Era claro que não podia confiar em Dominique, ela sempre dava com as línguas nos dentes, sempre dava um jeito de revelar seus segredos. Sair com Dante não era nenhum segredo, mas o fato de Benjamim ir até ela para lhe cobrar satisfação a incomodou profundamente. 


— É verdade – ela engoliu toda a vontade de brigar com ele – vamos ter um jantar romântico e eu não sei em que isso o interessa. 


Benjamim socou o volante antes mesmo dela terminar de pronunciar a frase. No momento seguinte, um discurso áspero e horrendo atravessou a mente de Benjamim e ele sabia que, quando abrisse a boca, tudo estremeceria. 


— Tudo o que você fizer a partir de agora é da minha conta – Antonela olhou para ele assustada - temos um filho juntos e eu não vou permitir que você se envolva com um homem como o Dante. 


Ela estava pasma com as palavras dele. Benjamim sabia que sua resposta a desapontaria antes mesmo de dizê-la. Mesmo assustada, Antonela ficou calada, esperando-o enumerar todos os motivos do porquê ele achava Dante uma péssima companhia, mas ele não o fez. Fechou os olhos, recostou a cabeça no banco e ficou em silêncio. 


— Você só pode estar ficando louco se acha que vou seguir os seus conselhos. 


Ela lhe mostrou os dentes e, colocando a mão na maçaneta, tentou sair do veículo. Não havia nenhum clima para continuar aquela conversa, mas o carro estava trancado. 


— Deixe-me sair daqui imediatamente – ela puxou a trava da porta, mas ela não se movia – não temos mais nada o que conversar. 


Encarou-o e seu olhar se ergueu até encontrar o dela. Antonela estava completamente farta. 


— Por que quer sair com ele? – a olhou inexpressivamente. 


Antonela franziu o nariz. Podia sentir a tensão subindo pelas suas pernas. Ficou completamente rígida antes de respondê-lo.  


— Isso não é da sua conta – voltou a repetir o mesmo – Por que você vive me cobrando satisfações, Benjamim? Não somos casados, não temos nada um com o outro, embora você tenha a péssima mania de ficar me beijando e depois agir como se nada estivesse acontecendo entre nós dois. 


Só percebeu o que havia dito quando pronunciou a última palavra. Tampou a boca imediatamente com as mãos e seu rosto encheu-se de arrependimento. 


Mas que diabos estou fazendo? Fechou os olhos enquanto pensava, porque estou dizendo essas coisas para ele. 


— Então é por isso? – ele sorriu, como se tivesse ouvido a coisa mais engraçada de toda a vida – vai sair com o Dante para se vingar de mim? 


Antonela se virou, olhando para ele completamente chocada. 


— Você é muito metido se acha que a minha vida gira em torno de você – ela apontou o dedo para ele, furiosa – agora, deixe-me sair desse lugar antes que eu diga mais alguma coisa que possa me arrepender. 


Benjamim segurou o braço dela. Não foi um gesto rude nem forte, ao contrário, foi um toque leve, como se ele quisesse acalmá-la e fazê-la parar para ouvir o que ele também tinha para dizer. Aliás, Benjamim havia pensado muito sobre aquilo, como falar para Antonela sobre seus sentimentos, sobre os beijos, sobretudo e ele sentia estar pronto para esse momento.

A puxou para mais perto e ela franziu o cenho, tentando resistir. 


— Agora chegou a minha vez de falar – a voz suave dele fez Antonela estremecer. 


Ela tentou não pensar no gosto que tinha o beijo dele, nem no perfume que exalava do seu corpo. Benjamim a beijaria novamente e depois partiria fingindo que nada havia acontecido, e ela não permitiria ser feita de boba uma terceira vez. 


Por outro lado, Benjamim estava pronto para dizer a ela tudo o que sentia, quando uma batida no vidro os interrompeu. 


Do outro lado, estava Carmélia, com os olhos aflitos e a expressão assustada no rosto. Imediatamente, Adam invadiu os pensamentos mais sombrios de Antonela. A última vez que ela viu Carmélia se expressar assim, Adam estava desmaiado no quarto. 


Benjamim destravou imediatamente o carro e saiu com Antonela. 


— O que aconteceu, Carmélia? – Antonela segurou nos ombros da mulher e a sacudiu. 


— Eu não encontro o Adam em lugar nenhum – seus olhos encheram-se de lágrimas e ela achou que não conseguiria continuar – revirei a casa inteira, todo o quintal e esse menino não está em lugar algum. 


De repente, Benjamim saiu em disparada para dentro da casa. Antonela correu atrás dele, enquanto pedia para que Carmélia procurasse no ambiente onde ficavam os animais. Como Adam poderia ter desaparecido? Ela o deixou dormindo quando saiu de casa e isso não fazia nem dez minutos. 


Eles vasculharam toda a fazenda e o menino não estava em lugar nenhum. O desespero bateu em Antonela. Ela parou no meio da fazenda, com as mãos na cabeça, e gritou o nome do garoto. Os pássaros saíram voando, assustados com o barulho, quando Benjamim a agarrou e a colocou de volta no carro. 


— O que você está fazendo? – ela agora chorava. 


— Vamos à delegacia – ele disse quando ligou o carro e saiu em disparada. 


Antonela e Benjamim trocaram olhares o caminho inteiro, mas não conseguiam dizer nada reciprocamente, tudo o que eles queriam naquele momento era encontrar Adam. Ele mal havia saído do hospital e desapareceu logo em seguida. Aquilo era um pesadelo sem fim. Poderia estar desacordado em algum lugar daquela fazendo. Ele poderia estar em perigo. Poderia estar ferido e, de repente, todos esses pensamentos se amontoaram na mente de Antonela, de modo que ela achou que não iria suportar. 


— Preciso voltar à fazenda e procurar o meu filho – ela disse com a voz embargada enquanto lagrimas rolavam pelo seu rosto – ele pode estar ferido. 


— Precisamos pedir ajuda – ele tentou confortá-la, era quase impossível - nós dois sozinhos não vamos conseguir encontrá-lo. 


Antonela mal havia percebido que eles passaram quase duas horas dando voltas intermináveis na fazenda sem encontrar nenhum sinal de Adam. Benjamim estava certo, eles precisavam de ajuda. 


Ele estacionou o carro em frente à delegacia e correu em direção à sala de Vladir e levaram um grande susto quando encontraram Adam com o delegado.  


Antonela correu para abraçá-lo e chorou mais uma vez. Ela estava em êxtase por encontrar o menino bem e a salvo, mas aquilo não fazia o menor sentido. Benjamim o pegou nos braços e observou cada pedacinho do corpo pequeno do garoto. Não havia nenhum arranhão, nenhum sinal de violência ou trauma.  


Adam estava sonolento, como se tivesse acabado de acordar. 


— Eu já me preparava para ligar para vocês – Vladir disse. 


— Onde vocês o encontraram? – perguntou Benjamim, interrompendo-o de imediato. – Como ele veio parar aqui? A fazenda fica há quilômetros de distância. 


— Achei que um de vocês dois pudesse me responder – Vladir os encarou com surpresa – encontramos ele essa manhã deitado em uma parada de ônibus, dormindo. 


Antonela olhou para Vladir, assustada. 


— Isso é impossível – ela disse – O Adam estava dormindo em casa antes de eu sair. É improvável que ela tenha vindo parar aqui sozinho. 


Aquilo cheirava a confusão. Vladir conseguiu sentir o perigo de longe.


 

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