Please Enable JavaScript in your Browser to Visit this Site.

top of page

Capítulo 127 - o filho secreto do bilionário

  • 16 de abr.
  • 6 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Antonela se sentou por cinco minutos com as mãos cruzadas sobre a barriga, com os olhos cheios de lágrimas, pensando em que momento ela havia se tornado uma péssima mãe para perder Adam assim, tão repentinamente? 



Um gemido de dor escapa pelos seus lábios. Ela nem se dá conta de que está sentada ali por tanto tempo. Para ela, o tempo que antes era tão pesado já não existe mais desde o dia em que tentaram arrancar a única coisa que fazia sentido para a sua vida.  


A mão de Benjamim alcançou seu rosto molhado pelas lágrimas e, quando ela abriu finalmente os olhos, o viu tão próximo, com um peso enorme sobre o seu rosto, como se aquela notícia tivesse afetado os dois. 


— Posso dizer ao juiz que não quero ficar com a guarda do Adam – disse Benjamim constrangido. 


Na mente de Antonela, todas as engrenagens entraram em ação. Ela pensou nas consequências que a decisão de Benjamim poderia trazer. 


— Você precisa ficar com ele – ela disse isso, sentindo um nó sufocando sua garganta – se você negar, eles darão o meu filho a Carlota. 


Foi como se ela tivesse se conformado com aquela decisão, como se já não enxergasse mais nenhuma saída. Toda a esperança de reverter a história havia sido sugada de seu coração. 


— O que estou querendo dizer é – ele fez uma pausa, passou a mão sobre o rosto e reformulou as palavras - que vou mudar essa decisão. Não é justo tirar o Adam de você. 


Foi nesse momento que Antonela conseguiu ver muito amor nos olhos de Benjamim, coisa a qual jamais havia visto. Ele estava realmente empenhado em ajudá-la, não tinha nenhum interesse em prejudicá-la, embora amasse profundamente Adam, não tinha nenhuma intenção de tomá-lo dela. 


Ela sentiu a mão dele tocar a sua e, se erguendo, a obrigou a ficar de pé. 


— Vá se despedir dele – disse e ela sentiu uma pontada de angústia em sua voz – e diga a ele que você voltará para buscá-lo. 


Benjamim queria dizer algo a mais. As palavras que ele havia planejado dizer naquela manhã, mas que não disse porque os problemas surgiram entre eles, atrapalhando tudo. Mas parecia tarde demais para aquilo. Antonela o olhou pela última vez, soltou sua mão lentamente e, quando olhou ao redor, viu todos emocionados, como se cada um carregasse no peito um pouco da sua dor. 


Ela foi até Adam, que, já sentado no banco, abriu um largo sorriso para ela. Antonela tentou disfarçar que havia chorado, em vão. O garoto olhou para ela, tristonho. 


— Você está chorando, mamãe? – Ele passou o dedo sobre o rosto dela – está triste porque vou com o papai? 


Ela abriu um sorriso e o abraçou. Sabia que, estando com Benjamim, Adam estaria seguro, mas estavam arrancando um enorme pedaço dela, a qual não estava preparada para viver sem. 


— Não estou triste – ela se afastou – só estou com saudades, mas tenho certeza de que você vai se divertir muito ao lado do papai. Amanhã, irei buscá-lo. 


Adam abriu outro sorriso, concordando. Ela precisava dar ao filho essa certeza de que no dia seguinte estaria lá para tê-lo de volta. Levantou-se, após dar um último beijo nele. Se afastou do carro e viu Benjamim passar por ela silenciosamente, lançar um último olhar, como se não quisesse sair dali e partir o coração de Antonela pela segunda vez. Mas ele entrou no carro e partiu. 


Ela ficou paralisada no lugar, vendo o carro se afastando e sentindo Dominique se envolver em um abraço apertado. Depois de alguns minutos, entraram na casa e ela foi para o quarto porque não suportaria ter que conversar sobre aquilo nem por mais um minuto.  


A noite foi silenciosa, era como se todos sofressem pela ausência de Adam. Antonela demorou para pegar no sono, rolava na cama de um lado a outro, imaginando como seria a experiência de Adam na casa com Benjamim. Ela jamais imaginou viver uma situação como aquela. Jamais imaginou que alguém roubaria seu filho de seus braços.

Do outro lado da cidade, Benjamim colocava Adam para dormir. Um homem forte e poderoso como ele, que sabia como gerir grandes empresas e lidar com gente influente e arrogante, se viu perdido diante de uma criança de três anos.  


Ele não sabia como proceder. Ele nunca havia cuidado de uma criança em toda a sua vida. O cobria, quando Adam deu um salto da cama, o assustando. 


— A mamãe nunca me deixa dormir sem escovar os dentes. 


Benjamim pensou por um momento e depois, jogando a cabeça para trás, soltou um suspiro, sorrindo em seguida. 


— E a mamãe está certa, não podemos dormir sem escovar os dentes. 


Ele se levantou e pegou a pequena mochila na procura pela escova de dentes. 


— Você consegue fazer isso sozinho, não é? – Adam balançou a cabeça e correu para o banheiro, fazendo o coração de Benjamim disparar – não pode correr assim, Adam. Você pode cair e se machucar. 


Mas o garoto se divertia, rindo enquanto se engasgava com a pasta na boca. Benjamim então percebeu que cuidar de Adam seria mais difícil do que ele imaginava. Depois que o garoto terminou de escovar os dentes, ele voltou a deitá-lo e cobri-lo. Pensou em se levantar, desligar as luzes e ir se deitar, mas as coisas não pareciam fáceis assim. 


— Pode ler um livro para mim, papai? – Ele olhou nos olhos de Benjamim e sorriu, mostrando os dentes pequenos da boca. 


Era uma sensação estranha ouvir Adam o chamando de pai. Uma emoção boa a qual ele jamais havia sentido. Benjamim passou os olhos pelo quarto de hóspedes, mas não havia nenhum livro ali, muito menos infantis. Ele perguntou onde encontraria um livro àquela hora para contar a ele uma boa história. 


— Como você conheceu a mamãe? - Benjamim arregalou os olhos para ele e se engasgou com a própria saliva, pigarreado. 


O que ele diria para Adam? Conheci sua mãe em um bar após abandoná-la no altar. Uma criança de três anos não entenderia isso. Resolveu mudar de assunto. 


— Quando é o seu aniversário? – Adam sorriu para ele como se tivesse esquecido da pergunta anterior. 


— Em agosto – fui tudo o que ele conseguiu responder – mamãe disse que está perto. 


Percebeu então que Adam havia nascido no mesmo mês que ele. Pensou em dar para ele uma festa de aniversário e, quando comentou isso, Adam se levantou e começou a pular em cima da cama e envolver Benjamim sobre como queria que fosse a festa.  


Quando Benjamim percebeu, já estava envolvido nas fantasias do menino. Foi difícil colocá-lo para dormir. Quando saiu do quarto, já passava da meia-noite. Sentia o corpo dolorido pelos pulos que Adam havia dado em seu pescoço. De fato, há muito tempo ele não havia se divertido tanto, com tão pouco. Os risos de Adam o envolveram e ele nunca se sentiu tão feliz em sua vida. 


Por outro lado, caso a decisão judicial permanecesse, Benjamim não saberia como iria cuidar do filho sozinho. Ele não fazia ideia de como cuidar de uma criança. Ele não estava preparado para lidar com a tristeza de Adam quando descobrisse que não viveria mais ao lado de sua mãe. 


Aquela foi a noite mais longa de toda a sua vida. Benjamim rolou de um lado a outro na cama, preocupado com Antonela, com Adam, com o futuro. Acordou com batidas na porta do quarto. O sol estava alto no céu e saltou da cama, assustado quando percebeu as horas no relógio. 


Se deparou com Fred parado à sua frente, segurando na mão de Adam.  


— Estou com fome, papai – Benjamim suspirou.  


Foram até a pequena cozinha. Não havia nada ali que uma criança gostasse de comer. Pediu para que Fred fosse comprar alguma coisa. Adam permanecia distraído na sala, assistindo a desenho animado na TV, quando ele pegou o celular e sua tela encheu-se de notificações.  


Era como se o mundo inteiro estivesse atrás dele. Todos queriam saber se era verdade os boatos que rolavam na cidade. Benjamim havia realmente ficado com a guarda de Adam?

 

 ✨ Apoie este projeto e ajude a manter a leitura gratuita viva

Se este livro tocou você de alguma forma, considere apoiar este site com uma assinatura simbólica.

Todo o conteúdo aqui é disponibilizado gratuitamente, e atualmente o site se mantém apenas com a renda do AdSense. Sua contribuição, mesmo pequena, ajuda a:

📚 Manter o site no ar

🌱 Publicar novos livros

💻 Cobrir custos de hospedagem e manutenção

❤️ Continuar oferecendo leitura gratuita para todos

Ao se tornar assinante, você não está apenas apoiando um site — está fortalecendo um projeto que acredita que o conhecimento deve ser acessível.

E o melhor, por apenas 4,99 voce colabora para que mais livros sejam postados no site.

Clique no link e assine: Plano básico por 4,99

Cancele quando quiser.

Continue lendo O Filho secreto do bilionário gratuitamente.

Boa leitura!

Continue lendo o filho secreto do bilionário.



Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page