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Capítulo 40 - o filho secreto do bilionário

O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Alessia comemorava seu trinfo, embora ainda se sentisse ligeiramente tonta, tentou levantar-se, quando cambaleou para o lado e quase caiu. Procurava sua bolsa para pegar o celular e fazer algumas ligações. 



Onde ela arrumaria o dinheiro para pagar Fred? 


Alessia não se importava com a maneira como conseguiria isso, ela faria tudo por Benjamim, para tê-lo finalmente ao seu lado. Quando pensava na possibilidade de Antonela ficar com o que era seu, ela ficava ao ponto de colapsar.  


Pegou o celular com as mãos tremulas e procurou um dos contatos em sua agenda telefônica. Chamou algumas vezes quando a voz do outro lado ressoou preocupada. 


— Senhora, Alessia – a voz de Fabricio estava frenética do outro lado da linha – como está o patrão? 


— Eu não liguei para falar sobre ele – disse impaciente, transparecendo toda sua insignificância em relação ao pai – preciso que você venha até o hospital e traga uma quantia para que eu possa pagar as despesas médicas do meu pai. 


— Mas senhora – a voz de Fabricio foi silenciado pelo medo, mas ele prosseguiu em seguida – estamos sem dinheiro no caixa. 


— Eu sei que o papai guarda um dinheiro extra na fábrica – ela insistiu, tentando persuadir apenas a obedecê-la – faça o que estou mandando, Fabricio, a vida do meu pai depende disso. 


Um silêncio transcorreu do outro lado da linha. Alessia tinha consciência de que estava colocando o jovem rapaz em mãos perigosas, propondo a ele que pegasse os últimos recursos de seu pai, ainda mais sem o consentimento dele, mas ela não se importava com as consequências que Fabrício sofreria, ela queria apenas se casar com Benjamim. 


— Eu quero você aqui em uma hora, entendeu? 


— Sim, senhora – a voz tremula do outro lado provou o quanto ele estava apavorado, mas Alessia não deu a ele tempo para se acalmar. 


Ela encerrou a ligação e vibrou silenciosamente. Tinha um sorriso genuíno no rosto. 


Do lado de fora do hospital, Fabricio caminhava apressadamente até a entrada. Olhava atentamente para os lados, temendo que algo pior pudesse acontecer. Apertou firmemente o pacote cheio de dinheiro que tinha nos bolsos quando finalmente entrou na recepção.  


Pediu para o guarda para ver Henrico Bianchi, mas não lhe foi autorizado. Fabrício pensou em voltar e guardar aquele dinheiro. Ele sabia melhor do que ninguém o quanto Henrico vinha poupando dinheiro para futuramente ter algo para lhe salvar. 


Certamente o momento para usar o dinheiro seria aquele, porém seu coração não concordava com suas atitudes. Por que ele sentia que algo estava errado?


— Senhor, eu vim para visitar a filha dele, Alessia Bianchi – insistiu um pouco mais, sabendo que Alessia jamais perdoaria ele caso falhasse. 


Foi autorizado para entrar. Seguindo o caminho que o guarda o havia indicado, ele não avistou Alessia no corredor. Entrou no quarto e a viu deitada em uma maca completamente imóvel.  


Ela não havia avisado que também estava internada. As desconfianças de Fabrício aumentaram desproporcionalmente. Seu rosto escureceu e suas narinas inflamaram quando seus olhos se encontraram com os de Alessia. Por que aquela mulher não conseguia ser gentil como Antonela era? 


— Está atrasado – ela disse, levantando-se com dificuldade – fez o que eu mandei? 


A voz dela sempre autoritária e fria causou arrepios nele. Alessia conseguia ser pior do que o pai. 


— Fiz – ele gaguejou, mas não se moveu. Continuava com as mãos enfiadas no bolso, apertando involuntariamente o envelope. 


— E o que você está esperando? – ela estendeu a mão – me entregue o dinheiro.  


Ele desejou estar certo no que fazia. Caminhou na direção dela, com os lábios tremendo, mas ele lutou para não mostrar a ela o quanto perturbado estava com aquela situação. 



Demorou mais do que deveria para entregar a ela o envelope, o que deixou Alessia ainda mais irritada. 


— Posso ver o patrão? – a pergunta a fez revirar os olhos de zombaria. 


— É claro que não pode – continuava esperando, com a mão estendida que ele lhe entregasse o dinheiro - está esperando o que para me dar esse envelope? 


Engolindo a seco, Fabrício retirou o envelope com as mãos tremulas e deu finalmente a ela. Os olhos de Alessia brilharam e, com uma velocidade anormal, de alguém faminto, ela abriu o envelope e se surpreendeu com a pequena quantia. 


— Onde está o resto? – o brilho em seu olhar se dissipou como um dia nublado – você não está me roubando não é Fabrício? 


Ele ofereceu a ela um olhar que dizia não apreciar sua pergunta. Fabrício deu um passo atrás. A acusação que Alessia fazia era grave demais. 


— Eu não roubaria ninguém – percebeu então que era inútil gesticular com aquela mulher – isso é tudo o que o seu pai tem. Eu lamento senhora, Alessia. 


O olhar desconfiado permaneceu sobre ele por mais algum tempo. Alessia mal podia acreditar que Henrico estava realmente falido. Aquele dinheiro não convenceria Fred a lhe vender um exame de gravidez falso. 


Ela precisava pensar, mas não tinha tempo. No segundo seguinte Fred atravessou a porta, se surpreendendo que Alessia estivesse na companhia de outro homem que não fosse Benjamim. 


Ela empalideceu imediatamente e, arregalando os olhos, soube que precisava tirar Fabrício dali imediatamente antes que ele descobrisse suas verdadeiras intenções. 


— Você já pode voltar para a fábrica, Fabrício – ela forçou um sorriso simpático para ele, o que só piorou a situação – mandarei notícias do meu pai a você. 


Fabrício olhou para ela e depois desviou o olhar para Fred. A aparência do enfermeiro não era das melhores, tinha uma expressão carrancuda no rosto e foi incapaz de olhar nos olhos de Fabrício. Seu olhar recaiu sobre o envelope que ele segurava. 


Saiu do quarto achando aquilo tudo muito estranho. 


Certificando-se de que estava sozinha com Fred no quarto, Alessia pediu que ele se aproximasse.  


— Eu não consegui muito dinheiro – lançou o envelope em sua direção – mas considere isso como um pagamento inicial. 


Fred nem olhou nos olhos dela, para não arriscar se arrepender e desistir daquele plano imediatamente. Ele deu uma olhada para dentro do envelope, não impressionado, e em seguida entregou a ela o teste de gravidez. 


— Lembre-se, Alessia, eu obtenho o seu segredo – ele a fuzilou com um aviso, antes de soltar de vez o papel – qualquer passo falso seu em não cumprir suas promessas, Benjamim e toda essa cidade saberão que você mentiu. 


O sangue de Alessia congelou em suas veias. Ela não o respondeu. O que poderia dizer a ele? Que roubou o próprio pai falido para concluir seu plano quase perfeito. Não era o momento para demonstrar fraquezas. 


— Nos vemos em breve – dessa vez, Fred olhou nos olhos dela para ter certeza de que Alessia havia entendido bem o recado – parabéns, você está grávida do homem mais poderoso da cidade.



Continue lendo o filho secreto do bilionário.



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