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Capítulo 112 - o filho secreto do bilionário

  • 26 de mar.
  • 6 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Fred avançava na direção de Carlota para tirá-la dali, quando Benjamim levantou a mão, indicando que ele parasse. Era tarde demais. Carlota havia jogado a bomba em seu colo, era impossível evitar a explosão.



Benjamim coçou a bochecha pálida, ainda se sentindo sonolento. Depois pensou no que diria a ela e se controlou para não dizer o que achava de tudo aquilo. Era como se Dante soubesse de toda a situação e a usasse para que Benjamim dependesse dele e do maldito governo para se manter de pé. 


 — Quem contou à senhora que recusei a ajuda dele? 


Carlota instalou os lábios como se considerasse a pergunta dele idiota. 


— Foi o próprio governador quem me contou. 


A primeira coisa que veio em sua mente foi Dante zombando da sua cara. Afinal, ele havia o desafiado e Dante, como um bom político, rebateu, o colocando em uma situação difícil. 


— Claro que ele contaria – lembrou-se dele tão próximo de Antonela. Aquela lembrança ferveu o seu sangue – recuso a ajuda dele. Não vamos falir só porque o governador não nos ajudar. 


Aquilo era ridículo, pensou Carlota. Ela se inclinou para frente, bem próximo a ele, com os olhos flamejantes e disse sem pestanejar. 


— Você está sendo irracional – ela travou os dentes – se o Dante voltar com os investimentos, todos os outros voltarão também. Mas, como você poderia entender, está há semanas sem ir à empresa, sabendo que ela precisa das suas decisões. 


— Bem que o meu pai dizia que a mulher dele só se importava com dinheiro – aquilo foi um golpe, um golpe que Carlota sentiu profundamente – estou nesse hospital tentando salvar a vida do herdeiro a qual a senhora tanto desejou, e nesse momento não há mais nada importante para mim do que a vida do Adam. 


— Se você continuar agindo orgulhosamente, não haverá motivo para se ter um herdeiro, porque perderemos tudo. 


Aquele grito foi como se estivesse preso em sua garganta por muito tempo. As emoções estavam à flor da pele. Mas as palavras de Carlota o feriram intensamente. Ela havia declarado que Adam só serviria para manter o império que eles haviam construído.  


— A minha decisão está tomada – Benjamim disse, agora com o coração latejando – eu não quero a ajuda do Dante, não depois dele ter nos abandonado quando mais precisávamos. 


— São negócios, Benjamim – ela voltou a elevar a voz – mas acredito que a sua resistência seja mais do que isso. Certamente, o Dante está de olho na mãe do seu filho. 


A expressão no rosto dele indicou que Carlota estava certa. Ele virou o rosto e travou o maxilar, segurando todas as ofensas que estavam na ponta da língua. Carlota ainda era a sua mãe e ele foi ensinado a respeitá-la a todo o custo. 


— Se a senhora não aceita minha decisão, assuma os negócios da família – sua voz tornou-se grave e fria – afinal, não é tudo seu? Então assuma a responsabilidade. 


Benjamim estava renunciando ao que ele mais gostava de fazer? Era isso mesmo? Carlota estava espantada com a decisão dele. Ela quis acreditar que era uma falácia patética, claro, ele deixou os sentimentos humanos sobressaírem de sua razão. Pensou que ele mudaria de ideia logo em seguida, afinal, Carlota não entendia como dirigir uma empresa tão grande quanto eles tinham, mas olhando para ele parecia verdade.  


— Nunca imaginei viver para ver o meu filho apaixonado por uma mulher – o som da voz dela e a intensidade daquelas palavras fizeram Benjamim girar o pescoço e olhá-la espantado – você é um tolo, Benjamim. O erro do seu pai foi ter deixado você à frente dos negócios. 


Benjamim lançou um olhar frio para ela, mas não conseguiu dizer nada. 


— Ainda bem que você abandonou essa mulher no altar – ela disse – não consegue perceber que ela vai aproveitar a situação para roubar você? Vejo a Antonela como uma aproveitadora.


Benjamim encarou Carlota como se estivesse sem fala e não percebeu que Antonela estava parada na porta ouvindo tudo o que sua mãe havia acabado de dizer. A presença dela foi rápida, logo após ouvir isso, girou os calcanhares e partiu. 


— Esta louca em dizer isso – ele bateu com os punhos na cama – A Antonela não tem interesse nenhum na nossa herança. 


— Aquela família está nos sugando desde o dia em que os conhecemos – Carlota lançou um olhar sério para o filho e voltou a pegar o envelope a qual ele nem sequer abriu – mas cuidarei de tudo. Salvarei a empresa e garantirei que ela se perpetue. 


Benjamim não gostou do modo como ela disse aquilo. Carlota girou os calcanhares e saiu, sem sequer perguntar sobre a saúde do filho ou se preocupar se ele estava bem. Ela só queria salvar a fortuna e garanti que viveria bem pelo resto de sua vida.  


Ele ficou pensando sobre aquilo. Tentando imaginar o que sua mãe faria em seguida. Que atitudes tomaria? Benjamim tinha seus negócios além da empresa que seu pai havia deixado. Era como se ele previsse que esse momento chegaria. Carlota estava disposta a tirar tudo dele, coisa a qual não aconteceria. 


Quando viu Fred entrar no quarto, jogou o corpo para trás e desejou que dessem a ele outro calmante para que ele pudesse dormir por mais alguns dias.  


— Sinto muito – Fred se lamentava – eu tentei impedi-la, mas não consegui. 


— A culpa não foi sua – disse, ainda de olhos fechados – preciso sair desse hospital para impedi-la de cometer uma loucura. 


Mas era improvável que ele recebesse alta pelos próximos dias. O médico o avisou sobre isso e ele se lamentou silenciosamente enquanto buscava uma solução para os seus problemas. 


— Avisei a Antonela que o senhor havia acordado. 


As palavras de Fred o fizeram abrir os olhos e olhar para ele apavorado. 


— Ela veio até aqui – confessou – mas saiu tão rapidamente que eu não entendi o que havia acontecido. 


— Está falando sério?  


— Sim, senhor – disse Fred. 


Uma pontada de dor que não tinha nada a ver com sua recuperação atravessou a cabeça de Benjamim. Ele imaginou Antonela ouvindo toda a conversa e a parte em que sua mãe confessava seu desprezo por ela. Carlota estava ferindo todos ao seu redor, sem pensar muito nas consequências. 


Ele quis se levantar e ir atrás dela, mas não teve forças para lutar contra Fred, que o impediu de fazer aquilo. 


— O médico pediu para que eu o conte-se – Benjamim tentou resistir, mas não conseguiu. 


Benjamim ainda estava sob o efeito dos remédios. Meia hora depois, uma enfermeira entrou no quarto e deu outra dose de medicamentos para ele. Benjamim ficou deitado na cama, tremendo e pensando que, enquanto ele dormia, o mundo desabava lá fora. Ele não tinha forças nem para se levantar e resolver tudo. Logo seus olhos se fecharam e ele afundou em um sono profundo. 


Quando acordou, já era outro dia. Demorou para se sentir melhor e tentar se levantar. Por volta do meio-dia, agora recuperado, ele se recusou a comer a gororoba que lhe foi servido como almoço. Esperou a distração dos enfermeiros e, por volta das duas da tarde, ele saiu do quarto indo em direção a onde Adam estava. 


Ele queria ver o menino, mas saber principalmente o que de fato Antonela havia escutado da conversa do dia anterior. Encontrou-a, sentada no velho banco com Dominique. 


Os olhos vermelhos de chorar. Quando o viu, enxugou as lágrimas e olhou para ele furiosamente. 


— Aconteceu algo com o Adam? – Não houve resposta – Qual é o problema, Antonela? 


Ela permaneceu em silêncio, quando Dominique se aproximou dizendo. 


— É melhor o senhor se sentar, porque não temos boas notícias.


 

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