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Capítulo 44 - o filho secreto do bilionário

  • 18 de jan.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 21 de jan.

O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Os olhos de Henrico se abriram e o aparelho que media sua pulsação disparou. O quarto onde ele estava se encheu de médicos.  



Ele estava confuso com tantos rostos desconhecidos e o primeiro nome que chamou foi o de Antonela. Estranhamente, seu coração desejou ver a filha que ele mais rejeitou. Depois de alguns minutos de exames, os médicos saíram do quarto, impressionados com a recuperação de Henrico. 


Ele se sentou na cama e as lembranças dos últimos acontecimentos, antes dele ir parar ali o invadiram. Seu coração voltou a acelerar quando pensou que Benjamim poderia ter cumprido sua promessa de terminar tudo com Alessia. 


— Quantos dias estou aqui? – perguntou a enfermeira que cuidava das suas medicações. 


A mulher olhou para ele confusa e, percebendo que seus batimentos se descontrolavam, ela lhe respondeu. 


— O senhor ficou sedado por dois dias – os olhas deles saltaram e seu rosto ficou branco – mas precisa se acalmar senhor, caso contrário ficará mais dois dias deitado nessa cama. 


Imediatamente, Henrico começou a tirar todos os fios do seu corpo. A enfermeira entrou em desespero, percebendo que não conseguiria contá-lo. Ele já estava pronto para se levantar e ir atrás de Benjamim e exigir que ele se cassasse com Alessia, quando pela segunda vez o quarto se encheu de enfermeiros e o agarraram. 


— Vocês não podem me manter presos aqui – gritou, mas não tinha forças o suficiente para lutar – quero ver minha filha Alessia. Chame o Benjamim. 


Passaram-se muitos minutos com os gritos de Henrico ecoando pelo quarto, até conseguirem acalmá-lo. A respiração ofegante que saía de suas narinas o impediu de continuar gritando. Ele ficou em silêncio por muito tempo, seus olhos fechados, caindo em um pensamento profundo. 


A enfermeira inclinou a cabeça em direção a ele, com a surpresa visível nos olhos, como se ouvisse um sussurro saindo de seus lábios. 


— Quero ver a Alessia – seu coração batia descontroladamente ao imaginar Alessia sendo abandonada. 


— Vou chamá-la – sua respiração ainda estava tremula devido ao grande esforço que havia feito para conte-lo – desde que o senhor me prometa se manter calmo. 


Henrico apenas balançou a cabeça em afirmação. Os medicamentos injetados nele o faziam ficar sonolento e fraco. Mesmo que ele quisesse correr até Benjamim, ele não conseguiria.  


Esperou por alguns minutos considerando até que a enfermeira havia mentido para ele apenas para abrangê-lo, quando viu com a visão embaçada, Alessia entrar no quarto e se aproximar dele lentamente. 


Não havia nenhuma grande empolgação no seu rosto ao ver o pai vivo. Ela envolveu o corpo com os braços e manteve uma distância seguro. Seu rosto estava inexpressivo e intimamente Alessia desejou que ele não tivesse sobrevivido.  


Henrico esfregou os olhos e se sentou, depois olhou nos olhos de Alessia imaginando que o pior havia acontecido. 


— Diga-me, Alessia – ele falou, as palavras sendo cortadas com o cansaço – como estão as coisas entre você e o Benjamim? 


Ela estranhou a pergunta, então lembrou-se dos motivos que trouxeram seu pai até o hospital. Alessia sabia que Henrico pouco se importava com sua felicidade, ele apenas queria recuperar sua fábrica falida, nem que para isso sacrificasse a própria filha. 


— Eu já sei por que o senhor veio parar aqui, pai – ela revirou os olhos demonstrando toda a sua indiferença – o Benjamim disse ao senhor que não queria mais se casar comigo. 



Henrico franziu a testa e seus pensamentos foram bombardeados pelas inúmeras possibilidades que viriam em seguida. Se Alessia sabia dos motivos do seu mal-estar, então Benjamim havia terminado tudo com ela. 


— Então ele fez o que disse que ia fazer – apertou os punhos e imediatamente se enfureceu, tentando se levantar para ir atrás de Benjamim. 


Alessia se assustou, não porque se preocupava com o pai, mas porque não queria que ele arruinasse os seus planos. Temendo o pior, colocou as mãos na frente do corpo dele, impedindo que avançasse. 


— O Benjamim chegou a terminar comigo, mas eu mudei a situação, pai – a voz tremula ligeiramente de Alessia ecoou, fazendo as pernas de Henrico paralisarem – estou grávida. Vou me casar com Benjamim em um mês. 


— Gravida? - olhando para Alessia, que tinha uma expressão tranquila, Henrico quis avançar nela e lhe dar uma lição por aquele erro. Ficar grávida antes do casamento era inconcebível para ele. 


Seus lábios trêmulos proferiram algumas palavras roucamente profanas contra Benjamim. Esforçando-se para suprimir a vontade violenta que estava prestes a sair. 


— O senhor escutou o que eu disse? – inclinou-se na direção dele, sentindo-se insatisfeita com sua reação - vou me casar com o Benjamim. 


— Após engravidar dele? – o coração de Henrico se apertou. O preço por aquele casamento estava saindo caro demais – você foi idiota o suficiente para dar a ele o que tanto queria antes dele nos dar o que precisamos? 


— O senhor continua o mesmo egoísta de sempre? – as palavras explodiram de seus lábios – não percebe que estou feliz e que agora o Benjamim não pode mais recuar? Finalmente, o senhor terá o que tanto desejou. 


Henrico estalou os lábios em reprovação, demonstrando não concordar com nada que Alessia dizia. Ele mordeu o lábio com força até sentir o gosto de sangue para não explodir mais uma vez. Alessia estava certa em suas colocações, ela se casaria com Benjamim e nada mais deveria importar. 


Percebendo que o pai não tinha mais nada de útil para lhe dizer, ela balançou a cabeça decepcionada, se virando para sair. Finalmente poderia derramar as lágrimas que segurou com força.  


Os olhos cansados de Henrico olhavam para o teto e ele ficou assim por horas, pensando que talvez seu grande momento houvesse chegado. Recuperaria sua fábrica, se aposentaria e descansaria finalmente com os bolsos cheios de dinheiro. 


Mas isso não aconteceria antes dele conversar seriamente com Benjamim e impor a ele todas as suas condições. 


Seus pensamentos foram rompidos pela insistente vontade de ir ao banheiro. Levantou-se com dificuldade e caminhou até o lugar. Percebeu então estar em um hospital particular. Quem afinal estaria pagando a conta desse lugar? 


Saiu já pronto para procurar Alessia e obter as respostas de que precisava, quando uma visita inesperada atravessou a porta. Os olhos de Fabrício se alegraram ao ver Henrico bem. 


— Que bom vê-lo bem, patrão – sorriu com sinceridade, recebendo apenas uma expressão carrancuda. 


Mas Henrico não tinha tempo para receber visitas. Se aproximou de Fabrício e disse a ele sem cerimônias. 


— Preciso falar com Alessia e descobrir quem está pagando esse hospital. 


— Tenho algo para contar ao senhor – as palavras de Fabrício fizeram Henrico para imediatamente ouvi-lo – a Alessia pagou as despesas médicas, com o dinheiro da fábrica. 


O rosto de Henrico se amassou, sentindo-se muito desconfortável, uma raiva desconhecida se acendeu dentro do seu peito e quem pagaria por aquele erro seria Fabrício.


Continue lendo o filho secreto do bilionário.



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