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Capítulo 46 - o filho secreto do bilionário

Atualizado: 21 de jan.

O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Finalmente, percebeu caminhar sem rumo pelos corredores do hospital, parou encostando na parede e balançando a cabeça tonta. Antonela mal podia acreditar na sua própria audácia de abraçar Benjamim horas depois de ele dizer a ela que Alessia estava grávida e que se casaria com ela. 



Ele ordenou que ela fosse madrinha do seu casamento.  


Ela foi ao hospital mesmo sabendo que Henrico a odiava. Quantas loucuras a mais ela ainda poderia fazer? Precisava parar de agir impulsivamente antes que as coisas piorassem. 


Olhou pelo caminho de onde viera, decidida a não voltar mais lá. Henrico estava bem, embora Benjamim tivesse dito que ele desmaiara horas após acordar. Antonela sabia que ele era forte o suficiente para sobreviver. 


O que ela esperou? Que ele a recebesse de braços abertos, feliz por sua preocupação? Conhecia o pai suficiente para saber que ele jamais assumiria os próprios erros. 


Ela girou para ir embora, afinal o expediente já havia terminado e não havia mais motivos para permanecer ali, quando uma figura masculina surgiu na sua frente e a fuzilou com o olhar, obrigando Antonela recuar em sua fuga. 


— Não vai mais visitar o seu pai? – Benjamim se aproximou e tudo o que ela podia ver eram seus olhos cinzas profundos e hipnotizantes. 


— Está me seguindo? – ela estava tão assustada que tremeu e franziu os lábios inconscientemente. 


Os olhos de Benjamim escureceram. 


— É, eu estou te seguindo, afinal não tenho nada importante para fazer – foi irônico de repente, como se não importasse com as grosserias dela – e você não respondeu minha pergunta. 


Antonela imediatamente sentiu necessidade de se afastar dele, ficando a uma distância segura. Agarrou a alça da bolsa que carregava, com as duas mãos, sentindo as unhas fincando no couro marrom, deixando marcas do seu desconforto. 


— Eu não sei o que me deu para vir até aqui – ele franziu a testa ligeiramente com a declaração dela – sou uma tola de me preocupar com alguém que me odeia. 


Sentiu-se também uma tola por permanecer ali e sem pensar muito desviou o corpo passando por ele, com a única intenção de fugir de Benjamim pela segunda vez, mas ele não permitiria que aquilo acontecesse. 


Antonela mal havia dado um passo para longe quando ele agarrou o braço dela e a puxou para perto. O corpo de Antonela congelou de repente. Ela odiava a sensação que Benjamim causava nela todas às vezes que ficavam próximos. Seus rostos estavam muito próximos um do outro, então tudo o que ela pôde sentir foi a respiração acelerada, fazendo seu coração inchar ao ponto de explodir.  


Ela abaixou o olhar para a mão dele que a segurava, mas não conseguiu reagir. O toque leve, o calor que a envolvia e quando levantou o olhar novamente percebeu que ele olhava para ela de uma maneira que jamais olhou. 


— Quando o Henrico acordou, o seu nome foi o primeiro que ele disse – ela franziu a testa ligeiramente e se afastou assustada. 


— Como sabe disso? – tentou dissipar todos os pensamentos além do que o assunto exigia – ou você está inventando isso para que eu acredite que valeu a pena ter vindo até aqui? 


— Não tenho motivos para inventar coisa alguma – os olhos de Benjamim voltaram a ficar frios, dissipando qualquer sensação de amor em seu olhar – pergunte ao médico que atendeu ele. 


Um nó sufocou a garganta de Antonela ao imaginar a cena. Por qual motivo seu pai chamaria seu nome? Quando percebeu a angústia explodir dentro do seu coração, ela decidiu fugir pela terceira vez. 


— Isso não importa, senhor Dylon – ela o tratou formalmente e Benjamim odiou aquilo – e peço que por favor, não conte ao Henrico que estive aqui.  


Ela perdeu a paciência e dessa vez ele não a impediria de partir o abandonando com suas teorias. No entanto, ele disse, fazendo a Antonela um pedido inusitado. 


— Deixe que eu a leve até em casa. 


Antonela não parou para ouvi-lo, nem o olhar antes de responder.



— Esqueça Benjamim – apressou o passo – não será dessa vez que você vai descobrir onde eu moro. 


Ele ficou atordoado com a resposta dela e apenas observou ela desaparecer, enquanto a fúria o consumia. Então era isso que Antonela pensava sobre ele? Que ele só desejava descobrir onde ela morava? 


Antonela voltou para casa de ônibus, embora Dominique tivesse insistido para que ela esperasse no hospital até ela ir buscá-la. Antonela não daria a Benjamim nem mais uma chance de se aproximar e a envolver em seu charme. 


Ela fechou os olhos sentindo o vento da noite bater em seu rosto. A imagem dele olhando para ela com tanto amor, o calor do seu toque, o abraço dele invadiram sua mente rapidamente fazendo seu estomago estremecer. 


Ela balançou a cabeça como se quisesse apagar isso e abriu os olhos. Mesmo que proibisse a si mesma de pensar em benjamim sabia que não conseguiria fingir não se importar.  


Ela fingiu por três longos anos que ele havia sido apenas um caso de uma noite, que por ele sentia apenas desprezo e que jamais o perdoaria por abandoná-la no altar, e ela até conseguiu o desprezar por um tempo, mas resistir ao passado estava ficando cada vez mais difícil.  


Caminhou despreocupada até a entrada da fazenda, imersa nos próprios pensamentos. Embora mal enxergasse um palmo à sua frente, ela era guiada pelas luzes que via adiante.  


Parou de repente ao ver um carro estacionado em frente à casa. Ao se aproximar lentamente, percebeu se tratar do carro de Alessia. 


Ela correu até a casa e, antes que pudesse chegar até a porta, viu Alessia sair. Os olhares se encontraram, enquanto Antonela estava assustada e quase sem fôlego, Alessia estava indiferente. 


— O que está fazendo aqui? - uma sensação de queimação se espalhou pelo corpo de Antonela e ela sentiu uma onda de inquietação. 


— Vim conhecer o bastardo do seu filho – revirou os olhos ao mencionar Adam e o desprezo pelo garoto foi nítido em seu rosto – e ordenar que você vá embora da cidade e nunca mais apareça em nossas vidas. 


— Se não, o quê? – observou Alessia, se aproximando dela com um olhar intimidador. 


— Vou me casar com o Benjamim e estou esperando um filho legítimo, o herdeiro que ele tanto quis – parou em frente, a centímetros de Antonela – e você não vai querer pagar para ver do que sou capaz. 


Alessia passou encostando o ombro no dela, quando parou de repente e se virou para olhá-la pela última vez. 


— Peça demissão e fuja com o seu filho, antes que ele também saia prejudicado. 


Percebeu então que não havia medo no rosto de Antonela. 


— Eu não vou fugir para lugar nenhum – Alessia ficou pasma – eu pago para ver do que você é capaz. Vai em frente, Alessia. Tente fazer qualquer mal ao meu filho, que você vai ver quem vence essa guerra. 


Antonela subiu as escadas e, passando por Carlota, que assistia toda a cena, entrou na casa. Abraçou Adam e prometeu a ele que não teria mais medo de ninguém, se fosse para lutar por sua segurança.


 

 

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