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Capítulo 88 - o filho secreto do bilionário

  • 26 de fev.
  • 6 min de leitura

Atualizado: 27 de fev.

O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

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Continue lendo o capítulo 88 do Filho secreto do bilionário. Boa leitura!


Acomodada na maca do hospital, Antonela se submeteu a retirada de sangue para testar sua compatibilidade com Adam. Em seguida Henrico fez o mesmo procedimento, embora as chances de ambos fossem pequenas, Antonela estava disposta a manter a fé, por Adam. 


— Quando saberemos o resultado? – Antonela se antecipou. 


— Em alguns dias – o médico disse, soltando o ar rapidamente dos pulmões – mas as chances de encontrar um doador podem durar meses. Há mais alguém da família que pode fazer o teste? 


Henrico e Antonela se entreolharam, como se a pergunta causasse um efeito parecido nos dois.  


— Tenho uma irmã – Antonela disse e Henrico balançou a cabeça em negação – podemos convencê-la a fazer o exame. 


— Não podemos – Henrico disse em sobressalto – você ouviu o que ela disse hoje pela manhã, acha mesmo que Alessia aceitaria ajudar a salvar a vida do Adam? 


Essa percepção de Henrico sobre Alessia fez os fios de cabelo de Antonela se arrepiarem. Certamente ela não estava pensando direito quando sugeriu aquilo, mas a vida do Adam estava em perigo e Antonela seria capaz até mesmo de se humilhar para irmã mais nova somente para salvar a vida dele. 


Somente quando o médico se afastou, indo embora, Antonela prosseguiu:


— Podemos tentar, pai – Henrico continuou balançando a cabeça vigorosamente, parecendo nervoso – ela é a única da família que restou. 


— Temos o Benjamim – a boca de Antonela se abriu em espanto – ele é o pai do Adam e a melhor opção que temos para encontrar um doador. 


Henrico voltara com aquele assunto, mesmo Antonela pedindo para que ele não o fizesse. Ela abaixou o olhar e travou a língua entre os dentes para não discutir com ele pela segunda vez naquele dia.  


Carmélia e Dominique haviam voltado para casa e só havia restado eles dois para cuidar de Adam, mas Antonela desejou estar sozinha para não ter que ver Henrico interferindo em suas decisões. 


Já entendi, Antonela teve vontade de dizer, e depois virar as costas para ele e ir atrás de Alessia implorar pelo seu favor. Em vez de falar isso, entretanto, ela abriu os lábios, atraída para uma discussão. 


— Isso não vai acontecer – disse isso bancando a durona – prefiro implorar a Alessia do que dar ao Benjamim o que ele tanto quer. 


— Não percebe que a vida do seu filho está em risco? – Antonela detectou algo no tom de voz de Henrico que não entendeu muito bem – as chances do Benjamim nos ajudar são maiores do que Alessia cogitar na possibilidade. 


Ela ficou em silêncio e no meio dele ouviu um suspiro, como se Henrico fizesse muito esforço para validar suas argumentações. Tinha algo a mais que ele não o queria contar. 


Percebendo não haver tempo a perder, ela pensou em ignorar as ordens dele e assim que amanhecesse levantaria e iria até a fábrica ter uma conversa com sua irmã. Mas Benjamim conhecia bem suas intenções, sabia o que o desespero de uma mãe à beira de perder um filho faria o impossível para salvá-lo. 


Ele sabia também que quando Antonela não tivesse mais nenhuma opção recorreria ao Benjamim e o pediria ajuda, Henrico só tentava evitar que isso não acontecesse tarde demais. 


Percebendo a relutância em Antonela de aceitar os fatos, ele abaixou lentamente até o banco e se sentou ali, demonstrando cansaço. Ele estava farto de lutar contra as próprias filhas o tempo todo. Sua pressa em resolver as coisas o fizera tomar decisões erradas. Quando, enfim, soube o que precisava fazer naquele momento seu semblante se modificou drasticamente. 


O observando discretamente, Antonela viu uma tristeza transfigurar o rosto do pai. 


— Sente-se aqui, Antonela – ele colocou uma das mãos ao lado do banco indicando para onde ela deveria ir – preciso contar algo a você. 


Vendo sua expressão tornar-se cada vez mais deplorável, ela o obedeceu, aproximando vagarosamente e sentando-se ao seu lado. Era estranho estar tão próximo de Henrico como estava acontecendo nos últimos dias. Vê-lo se preocupando com ela e com Adam lhe causava sentimentos estranhos que ela não conseguia administrar. 


Ele calmamente se virou e olhou para ela, sentada ao seu lado.



— As chances de a Alessia ser compatível com o Adam são mínimas, eu diria quase zero – ao ouvir isso o olhar de Antonela se intensificou – A Alessia não é filha da Francesca, é apenas minha filha. Por isso digo que você não deve procurá-la. 


— O quê? – ela disse ou imaginou ter dito, sua voz foi quase inaudível. 


Ela ficou petrificada, com os olhos fixos em Henrico enquanto a declaração dele ia e voltava na sua mente o tempo todo, como se buscasse fios de conexões inexistentes. Aquilo não fez o menor sentido para ela. Como Alessia não seria filha de Francesca? Se isso fosse verdade, ela perceberia, ou não? 


— O meu relacionamento mudou muito depois que você nasceu – ele disse, abaixando o olhar como se ficasse perdido nas próprias lembranças – a culpa não era da sua mãe, eu jamais a culparia por colocar uma menina no mundo e não um menino como eu desejava.  


Uma lagrima desceu pelo rosto dela ao ouvir aquilo. 


— Eu me aventurei com outra mulher para esquecer a infelicidade de ter uma filha mulher – ele apertou os punhos como se confessasse aquilo doesse nele também - e essa mulher engravidou. 


— O que está dizendo? – Antonela deu um salto do banco, indo para longe dele – que você traiu minha mãe por que não se conformava de ter uma filha mulher?  


O rosto de Antonela se contorceu em fúria ao perceber que Henrico depositava sobre ela a culpa por sua traição. Foi naquele momento que tudo começou a fazer sentido em suas memórias. Por isso, Henrico a desprezou a vida inteira. Ele a culpava pelos seus erros. Ele via nela sua maior falha como homem. 


— Eu não queria que fosse assim – ele também se levantou, a fuzilando com os olhos arregalados – sua mãe era uma mulher boa, que me amava. Tanto que, quando a outra mulher abandonou Alessia, Francesca aceitou para cuidar da menina como se fosse filha dela. 


Aquela história era absurda demais. Henrico havia traído Francesca e depois depositado nela a obrigação de cuidar de uma filha que não era sua. Henrico ficaria arrasado se soubesse o que ela estava pensando e sentindo por ele naquele exato momento. Ela passou um bom tempo, apenas olhando para ele, enquanto o ódio e o ressentimento a consumiam. 


O coração de Antonela batia cada vez mais rápido. 


— Obrigada por me explicar os motivos que o fizeram me odiar tanto, por todos esses anos – outra lagrima escorreu pelo seu rosto quando ela disse em um tom debochado – você depositou sobre mim a culpa pelo seu erro e tentou amenizá-la em Alessia. Agora entendo tudo. 


— Você está errada – Henrico sabia que não. E a expressão no seu rosto era de melancolia. 


Antonela sentiu a boca ficar seca, enquanto um sentimento de nojo e desprezo pelo próprio pai a consumia lentamente. Imaginou como Francesca se sentiu durante todos aqueles anos sabendo da traição do marido, olhando para Alessia todos os dias, curando as cicatrizes sozinha, enquanto ele seguia sua vida em paz como se tivesse feito o que era certo. 


— Você é uma pessoa horrível – sua voz estava ficando cada vez mais embargada e ela precisou fazer uma pausa antes de prosseguir – volte para a sua maldita fábrica e não venha mais a esse hospital fingir se importar comigo ou com o meu filho. Eu não acredito mais nas suas mentiras. 


Henrico encurvou os ombros, mas ficou calado. Conseguiu ver todo o ressentimento nos olhos de Antonela e ela tinha todo o direito de se sentir assim. Ele assentiu, sabendo que ela precisava enfrentar aquilo sozinha.  


 Embora soubesse que havia muito a ser explicado, ela não desejou ouvir mais nada dele. Após respirar fundo, Antonela girou os calcanhares e caminhou para longe dele.  


Desejou nunca mais o ver em sua vida.

 

 

Continue lendo o filho secreto do bilionário.



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