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Capítulo 90 - o filho secreto do bilionário

  • 26 de fev.
  • 6 min de leitura

Atualizado: 27 de fev.

O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Dominique encerrou a ligação fechando os olhos, enquanto sentia seu coração se afundar no peito. Ela conhecia o tom de voz quando Benjamim estava furioso. Alguma coisa havia acontecido para ele agir assim.



Levou um susto quando sentiu o toque inesperado em seu ombro. Quando se virou, deparou-se com Antonela aos prantos, com o rosto encharcado em lágrimas.  


Foi inevitável pensar no pior. Sentiu o corpo dela ser projetado para frente, a envolvendo em um abraço longo e apertado. Diante da situação, seria inevitável cumprir as ordens de Benjamim em estar na empresa antes da sua chegada. 


Ela não podia partir e deixar Antonela desamparada. 


— O que aconteceu? – ela segurou nos ombros de Antonela, a afastando para olhar em seus olhos. 


Antonela tinha as palavras presas na garganta, recusando-se a sair. Um soluço preso todas as vezes que ela lembrava do estado de Adam, piorando cada dia mais. Era como se a vida o tivesse arrancado toda a esperança e não lhe sobrasse nada a que pudesse se agarrar. 


— O estado do Adam piorou – outra lagrima escorreu pelo seu rosto – se nada for feito, o meu filho vai… 


Ela não conseguiu completar a frase. Dominique sentiu as lagrimas começarem a nascer em seus olhos, mas ela se recusou a chorar. Olhou ao redor. Carmélia havia saído algumas horas afirmando que voltaria em seguida, mas não havia nenhum sinal do seu retorno. 


Dominique não poderia sair e deixar Antonela sozinha naquele momento. A segurou pelos ombros e a conduziu até o banco. Depois saiu retornando com uma garrafa com água. Ela precisava acalmar Antonela. Olhou para o relógio apreensiva, não conseguiria chegar a tempo cumprindo assim as ordens de Benjamim. 


Ela nem sequer deveria estar preocupada com isso, mas temia perder o emprego. Isso seria um desastre, caso acontecesse naquele momento tão delicado. 


— Parece preocupada com outro assunto – Dominique mal havia percebido que Antonela a observava, enxugando as lagrimas. 


— Não estou – mentiu, mas era inevitável. O medo estava estampado em seu rosto – não quero preocupá-la ainda mais.  


— Se tiver algo importante para resolver, pode ir – ela disse isso, enquanto abaixava o olhar. 


— O que pode ser mais importante do que o Adam nesse momento? – mas Antonela não voltou a olhar para ela – e eu não posso deixar você sozinha apenas para cumprir os caprichos do Benjamim. 


A verdade escapuliu dos seus lábios sem que ela se desse conta. Percebendo o que havia acabado de dizer, levantou o olhar. Agora Antonela a olhava novamente. 


— Não quero que perca o emprego por minha causa – Antonela se lamentou. 


— Não deve se preocupar com isso, Antonela – ela revirou os olhos e, embora demonstrasse desprezo, sabia que Benjamim poderia demiti-la pela sua desobediência – afinal, ele me liberou para ficar no hospital com minha mãe. Só queria saber onde a Carmélia se enfiou. 


Mal havia fechado os lábios, quando Carmélia apareceu, caminhando apressada pelo corredor. Dominique suspirou aliviada, mas havia algo estranho no semblante dela. Uma preocupação rondando seus olhos e foi nítido quando ela chegou mais próximo. 


— Onde a senhora esteve esse tempo todo? – Carmélia foi incapaz de olhar nos olhos dela – preciso voltar para o trabalho.


Carmélia se agitou ao ouvir o relato de Dominique. Observou-a abraçar Antonela e em seguida fuzilá-la com o olhar. Sabia que Carmélia não responderia sua pergunta e sabia também que ela havia tentado resolver as coisas sozinha, como havia feito da última vez.  


Saiu do hospital e só no caminho ao trabalho percebeu que não havia questionado Antonela sobre o estado de saúde de Adam. Ela nem se preocupou em perguntar por que Antonela chorava tanto. O que havia acontecido de fato com Adam.  


Chegou ao escritório torcendo para que Benjamim não tivesse chegado. A ordem havia sido clara, ela precisava chegar antes dele. Avistou seu carro estacionado próximo à entrada, quando seu coração voltou a afundar no peito. Ela estava perdida.  


Correu em direção ao elevador, enquanto sentia suas mãos suarem e suas pernas tremerem. Tentou formular na mente os motivos dele querer a presença dela urgentemente, mas não encontrou nenhuma boa justificativa para aquilo.  


Foi até a secretária de Benjamim e pediu para ela avisar que ela havia chegado. Dois minutos depois, Dominique estava em frente a ele.  


— Como está a sua mãe, Dominique? – ele perguntou, quando se levantando parou em frente a ela. 


Dominique se encolheu sob o olhar observador dele. Estranhou a pergunta misturada com o comportamento suspeito de Benjamim. 


— Ela está se recuperando – disse, engolindo a seco – mas não faço a menor ideia quando receberá alta. 


Ela não conseguiu olhá-lo por muito tempo, abaixou imediatamente o olhar quando sentiu que ele não havia acreditado no que ela acabara de dizer. 


— Como você me explica o fato de eu ter encontrado-a na fábrica do Henrico? 


Os olhos de Dominique se elevaram imediatamente em espanto. Ela estava em choque. 


— Carmélia estava na fábrica com o Henrico? – agora estava explicado o sumiço repentino de Carmélia. 


— Então, você confirma que mentiu para mim esse tempo todo? – vociferou, irritado. 


Dominique não gostou do que viu no rosto dele. Sentiu seu sangue congelar em suas veias. Agora estava tudo perdido. Benjamim a demitiria. 


— Eu não menti, não em tudo – ela gaguejou enquanto sentia o nervosismo tomar conta de todo o seu corpo – eu realmente estava no hospital esse tempo todo, mas não cuidando da minha mãe, mas de outra pessoa. 


A confusão envolveu os belos olhos de Benjamim. 


— Quem é essa outra pessoa? – insistiu, furioso. – A Antonela? 


— Não - sua voz se elevou de repente – eu não posso contar quem é. Sinto muito. 


Benjamim bufou de aborrecimento, desviando o olhar. Cerrou os punhos com força, com o sentimento de estar sendo enganado ganhando força dentro dele. Ele sabia que Antonela também estava envolvida naquela mentira. 


— Prefere ser demitida a me contar a verdade? 


Dominique sentiu o corpo estremecer. Ela imaginou que aquilo aconteceria, mas ela não podia contar a verdade a ele. Não podia trocar a amizade de Antonela por aquele maldito emprego. 


— Sinto muito, senhor – ela fechou os olhos com força antes de dizer as palavras seguintes – fique à vontade para me demitir, mas não posso contar a verdade. 


Benjamim ficou boquiaberto em descrença. Sua garganta ficou seca. Ele não queria demitir Dominique, afinal ela era uma boa funcionária e trabalhava para ele há anos. Além de ser o único meio de manter Antonela por perto, mas ele sentia-se traído. Ele não podia permitir tal afronta, de qualquer funcionário que fosse, contra sua empresa.  


Ele estava pronto a demiti-la, quando uma figura feminina adentrou seu escritório em passos apressados, como se estivesse ali há muito tempo, ouvindo toda a conversa por detrás da porta. 


— Por favor, Benjamim não a demita – Antonela olhou para ele com os olhos cheios de lágrimas, o desespero percorrendo suas veias a cada segundo – a Dominique não tem culpa, eu a forcei a mentir. 


As sobrancelhas de Benjamim franziram em dúvida. 


— Vou contar a você toda a verdade – uma lagrima rolou por suas bochechas, quando ela se aproximou dele e declarou – preciso que venha comigo até o hospital. Tem alguém que você precisa conhecer.

 

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