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Capítulo 91 - o filho secreto do bilionário

  • 27 de fev.
  • 5 min de leitura
O filho secreto do bilionário
O filho secreto do bilionário

Benjamim fitou os olhos de Antonela, buscando talvez um blefe, mas só havia dor e desespero em seu belo rosto. Desde o dia em que a conhecera, nunca havia visto ela tão abalada. Antonela não ficara assim nem mesmo quando ele a abandonou no altar.



— Eu não vou a lugar algum até que você me explique o que está acontecendo. 


Ela secou o rosto e fez uma careta para ele. 


— Não tenho tempo para explicar nada agora – ela deu um passo na direção dele com as mãos tremulas – vai precisar confiar em mim. 


Benjamim viu as palavras dela pairando no ar, sua sobrancelha formando um arco interrogativo, e tentou, em silêncio, absorver o mistério que a envolvia. Com os olhos fixados nos seus, não percebeu Dominique se aproximar. 


— Senhor – ela parou quando viu ele desviar o olhar e fuzilá-la – faça o que a Antonela está pedindo e se quiser manter a sua decisão em me demitir, depois disso, eu não me importo. 


O pedido de Dominique atiçou ainda mais seus extintos. Tinha algo de misterioso naquele pedido, algo tão grave que as fazia transparecer tanta angústia que ele repensou sua decisão e resolveu, enfim, ir com elas.  


Antonela ofereceu a ele um sorriso cansado, quando o viu caminhar até a saída e pedir que elas o acompanhassem. Seu coração disparou descontroladamente no peito. Lagrimas imediatamente brotaram de seus olhos. Ao seu lado, Dominique observava a cena curiosa para descobrir os motivos que levaram Antonela a mudar de decisão tão rapidamente. 


Certamente havia sido o agravamento no estado de saúde de Adam. Finalmente, Antonela percebeu precisar arriscar tudo para salvar a vida do filho e, com isso, revelar ao Benjamim toda a verdade. Porém, seus motivos ela só saberia em outra ocasião, quando tudo se acalmasse e fosse resolvido.  


Entraram no veículo em silêncio. Depois disso, o único som que ouviu foi a voz de Dominique indicando para que hospital eles iriam. Benjamim olhava para o retrovisor, observando Antonela com o olhar tão perdido. Algo a atormentava tão profundamente que o intrigou.  


Ele precisava saber o que estava acontecendo.  


Estacionou o carro e caminharam apressadamente até a entrada. Quando, não vendo sentido para conter suas palavras, Benjamim a segurou pelo braço e a forçou a olhar para ele e ouvir o que ele tinha para dizer. 


— Preciso saber o que está acontecendo – ele travou o maxilar, furioso. 


Um brilho de tristeza atravessou os olhos dela, ela deslizou a mão até seu braço, repousando-a na mão dele. O toque quente e delicado da mão dela na sua fez Benjamim desarmar todas as suas defesas.  


Ela o agarrou firme e olhando em seus olhos disse. 


— Você verá – Antonela mostrou o único sorriso genuíno que tinha e sussurrou – você vai me odiar após saber da verdade, mas eu não me importo. 


Ela virou as costas e o puxou para dentro do hospital. Benjamim foi conduzido por ela sem nenhuma resistência, permanecendo perdido nos próprios pensamentos e questionamentos sobre o que significava tudo aquilo. Por qual motivo ele a odiaria?


Que segredos, Antonela guardava? 


Viu a mãe de Dominique no corredor e quando os olhos dela se encontraram com os de Benjamim pela segunda vez houve uma explosão de surpresa.  


Antonela parou em frente a uma porta fechada e olhando nos olhos dele, lhe disse. 


— Entre – ela disse com a respiração pesada. 


Benjamim franziu a testa e demorou para fazer o que ela dizia. Lentamente, ele levou a mão sobre a maçaneta fria e a girou. A porta foi aberta cautelosamente porque ele temeu o que encontraria naquele quarto. Algo o fez parar. Demorou para avistar a figura do menino, deitado com a cabeça virada para o outro lado, de olhos fechados. Ele era tão pequeno e parecia tão frágil, envolto com todos aqueles fios conectados a tantos aparelhos.  


Ele olhou para Antonela, que, entrando logo em seguida, chorava quase que descontroladamente. Ele tentou adivinhar o que aquilo significava, enquanto esperava impacientemente ela lhe explicar a cena que assistia.  


Não viu quando Adam girou o pescoço e olhando para Antonela disse. 


— Mamãe – a voz dele chamou a atenção de Benjamim imediatamente. 


Ele viu o menino sorri para Antonela e ela se aproximar dele acariciando seus cabelos.  


Ele estava em choque observando a cena. As palavras presas em sua garganta, as perguntas rondando sua mente, os pontos e acontecimentos sendo ligados como pontas soltas. Lembranças indo e voltando e tudo começando a fazer algum sentido. 


— Ele é seu filho? – perguntou, agora com os olhos arregalados. 


Antonela olhou para ele, com a respiração presa na garganta. Por muitas vezes ela imaginou vivendo aquele momento, embora se negasse veemente a dizer a verdade ao Benjamim, ela imaginou contando a ele a verdade. 


Porém, sua imaginação não a preparou para o que viria em seguida. Ela jamais pensou que Adam precisaria estar entre a vida e a morte, para que ela tivesse coragem de revelar um segredo pelo qual guardou por tanto tempo. Ela imaginou qual seria a reação dele e até acreditou que ele se negaria a ajudá-la por ressentimento. 


Desviando o olhar pela segunda vez, mirou para Adam e se afastou em seguida. Aproximando-se de Benjamim, ela o olhou nos olhos. Uma lagrima escorreu por eles, enquanto ele era envolvido pela ansiedade. 


— Esse é o Adam, meu filho – disse ela – e seu também. 


Um calafrio percorreu todo o corpo de Benjamim ao ouvi-la pronunciar aquelas palavras. Os olhos dele voltaram a observar o menino e ele ficou assim, tentando encontrar qualquer familiaridade com o garoto, por vários segundos. 


Ele estava em choque, sentindo o seu corpo petrificado, enquanto ouvia o gemido de dor de Antonela. Aquilo não podia ser verdade, aquele menino não devia ser seu filho.  


Pensou em questioná-la sobre a verdade, pressioná-la até que tudo fosse revelado, porque precisava ouvi-la repetir, mas não conseguiu. Sua cabeça girou rapidamente, forçando-o a se retirar antes mesmo que enlouquecesse.


Silenciosamente e com lágrimas nos olhos, ele girou os calcanhares e saiu do quarto. Antonela se apressou para alcançá-lo, mas foi impedida por Carmélia de prosseguir. 


— Dê um tempo para ele – ela sussurrou no seu ouvido – não é fácil receber uma notícia dessas. Deixe que ele pense sobre tudo o que viu e ouviu.  


Os olhos de Antonela observaram-no caminhar cada vez para mais longe, como se ele levasse junto toda a sua esperança. Antonela imaginava que Benjamim jamais a perdoaria por esconder Adam dele por tanto tempo, mas ela não queria pensar nessa possibilidade agora. 


Ela só queria salvar a vida do seu filho.

 

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